segunda-feira, 23 de julho de 2012
Imigrantes brasileiros viram documentário no Japão
DIOGO BERCITO
DE SÃO PAULO
A história da crise econômica global não se parece com um enredo de mangá, para quem deixou o Brasil com o sonho de levar uma vida mais confortável no Japão. Enquanto nesses gibis abundam soluções para todo o tipo de catástrofe, na vida real cerca de 100 mil brasileiros tiveram de voltar ao país depois de verem seus planos varridos devido a desastres. Em dezembro de 2007, havia aproximadamente 317 mil decasséguis no Japão –brasileiros de ascendência japonesa trabalhando no país.
Foi durante essa época que a cineasta japonesa Mayu Nakamura se interessou por esses imigrantes vivendo às margens da sociedade. ”Eles eram sempre positivos e alegres, apesar de todas as dificuldades pela qual estavam passando”, disse.
As agruras, porém, se intensificaram. Uma crise econômica e um tsunami enxugaram os empregos. O número de decasséguis caiu para cerca de 210 mil, em 2012. O retorno ao Brasil foi auxiliado pelo governo japonês, que ofereceu dinheiro para que decasséguis partissem –e não voltassem para trabalhar.
Nakamura seguiu esses imigrantes de volta ao Brasil e continuou a filmá-los. O tema era outro, agora: a difícil adaptação a um país que já havia se tornado estranho. ”Foi realmente terrível forçar esses trabalhadores a ir embora quando as empresas não precisavam mais deles.” Nakamura reuniu as imagens no documentário “Lonely Swallows” (andorinhas solitárias), sem previsão de lançamento no Brasil.
A diretora nota, entre as reclamações que registrou, que “eles têm medo de andar à noite”. É umas das preocupações que relata Célio Takenaka, 40. “Saio tremendo de casa todo os dias.”
Ele vive em Curitiba, após ter passado 26 anos em Osaka, no Japão.
Takenaka voltou ao Brasil há dois meses para ter o filho aqui. “O impacto foi o mesmo de quando fui para o Japão. Estou em um país estranho.”
Fonte: Folha de S. Paulo
http://provinciasaopaulo.com/
domingo, 22 de julho de 2012
RS: estrangeiros ilegais entram no País com a ajuda de 'coiotes'
Começa a aumentar no Rio Grande do Sul a ação de criminosos que exploram estrangeiros que tentam ingressar no Brasil, os chamados "coiotes". Nos últimos 30 dias, de acordo com a Polícia Federal (PF), foram pelo menos 12 ocorrências só em Uruguaiana, na fronteira oeste do Estado. Os ilegais são imigrantes em busca de oportunidades vindos da África, da Coreia do Sul e da China. As informações foram publicadas no jornal Zero Hora.
De acordo com a delegada Ana Carolina Becker, são pessoas que têm medo de se submeter aos trâmites legais ou que não foram aceitas pela Imigração. A maioria não tem, necessariamente, ligação com o tráfico de drogas ou outros crimes. Já os coiotes, segundo a PF, moram na Argentina e no Brasil e se aproveitam da burocracia na imigração legal e da fiscalização deficiente nas fronteiras.
Fonte: http://www.miguelimigrante.blogspot.com.br/
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Migrações: Igreja alerta para «falsas ilusões»
D.R.Lisboa, 19 abr 2012 (Ecclesia) – O coordenador nacional da Pastoral das Migrações na Suíça, padre Aloísio Araújo, referiu hoje que “as pessoas foram iludidas” na “nova vaga de emigração” para aquele país.
Em declarações à Agência ECCLESIA, este responsável sublinhou que algumas famílias “foram enganadas por redes de angariação de trabalho”.
O sacerdote participa no encontro a decorrer em Alfragide (Lisboa), com responsáveis de Cáritas e capelanias católicas de alguns países europeus.
Alguns emigrantes portugueses na Suíça “começaram a dormir na rua e nos espaços públicos dos comboios” devido à escassez de trabalho.
Atualmente, confessou o padre Aloísio Araújo, “andam centenas de portugueses na rua à procura de trabalho” e as missões católicas tentam ajudar “naquilo que podem, através do auxílio nas necessidades básicas”.
O responsável aconselha os portugueses “a não irem caso não tenham um contacto seguro e um trabalho garantido”.
Também no Luxemburgo, onde a taxa de desemprego se situa nos 6%, a “precariedade se torna evidente” e o número de emigrantes portugueses" continua a aumentar”, disse à Agência ECCLESIA Amílcar Monteiro, técnico de ação social da Cáritas nesse país.
O Luxemburgo “não estava preparado” para receber tantos emigrantes e, segundo este responsável, “chegam portugueses com bom nível escolar e formação universitária (enfermeiros, juristas, psicólogos), mas não preenchem os requisitos necessários, que são os idiomas: luxemburguês, francês e alemão”.
Dado que “numa atitude de desespero tudo é permitido”, Amílcar Monteiro revelou que algumas pessoas “chegam no seu próprio veículo”, mas “ficaram desencantados” porque “não conseguiram encontrar o emprego e alojamento”.
O capelão da Missão Católica na Inglaterra, padre Pedro Rodrigues, referiu que também naquele país “alguns emigrantes foram enganados com falsas promessas”.
Se o mercado de trabalho está saturado noutros país, a Alemanha “está bem economicamente e tem muita oferta de trabalho”, disse o padre Manuel Janeiro, delegado local das Missões Católicas Portuguesas.
As empresas alemãs estão “a precisar de trabalhadores, mas, essencialmente, pessoas diplomadas, o problema é saber a língua alemã”, salienta, antes de deixar um alerta: “Nunca ir à toa, as pessoas devem informar-se antes de partirem”.
Esta iniciativa, promovida pela Obra Católica Portuguesa das Migrações, Cáritas Portuguesa e Agência ECCLESIA, conta com a participação de agentes pastorais do Luxemburgo, Suíça, França, Reino Unido, Alemanha e Holanda, e pretende articular estes organismos na colaboração em ordem a “uma melhor integração dos portugueses nesses países”.
LFS/OC
www.agencia.ecclesia.pt
Em declarações à Agência ECCLESIA, este responsável sublinhou que algumas famílias “foram enganadas por redes de angariação de trabalho”.
O sacerdote participa no encontro a decorrer em Alfragide (Lisboa), com responsáveis de Cáritas e capelanias católicas de alguns países europeus.
Alguns emigrantes portugueses na Suíça “começaram a dormir na rua e nos espaços públicos dos comboios” devido à escassez de trabalho.
Atualmente, confessou o padre Aloísio Araújo, “andam centenas de portugueses na rua à procura de trabalho” e as missões católicas tentam ajudar “naquilo que podem, através do auxílio nas necessidades básicas”.
O responsável aconselha os portugueses “a não irem caso não tenham um contacto seguro e um trabalho garantido”.
Também no Luxemburgo, onde a taxa de desemprego se situa nos 6%, a “precariedade se torna evidente” e o número de emigrantes portugueses" continua a aumentar”, disse à Agência ECCLESIA Amílcar Monteiro, técnico de ação social da Cáritas nesse país.
O Luxemburgo “não estava preparado” para receber tantos emigrantes e, segundo este responsável, “chegam portugueses com bom nível escolar e formação universitária (enfermeiros, juristas, psicólogos), mas não preenchem os requisitos necessários, que são os idiomas: luxemburguês, francês e alemão”.
Dado que “numa atitude de desespero tudo é permitido”, Amílcar Monteiro revelou que algumas pessoas “chegam no seu próprio veículo”, mas “ficaram desencantados” porque “não conseguiram encontrar o emprego e alojamento”.
O capelão da Missão Católica na Inglaterra, padre Pedro Rodrigues, referiu que também naquele país “alguns emigrantes foram enganados com falsas promessas”.
Se o mercado de trabalho está saturado noutros país, a Alemanha “está bem economicamente e tem muita oferta de trabalho”, disse o padre Manuel Janeiro, delegado local das Missões Católicas Portuguesas.
As empresas alemãs estão “a precisar de trabalhadores, mas, essencialmente, pessoas diplomadas, o problema é saber a língua alemã”, salienta, antes de deixar um alerta: “Nunca ir à toa, as pessoas devem informar-se antes de partirem”.
Esta iniciativa, promovida pela Obra Católica Portuguesa das Migrações, Cáritas Portuguesa e Agência ECCLESIA, conta com a participação de agentes pastorais do Luxemburgo, Suíça, França, Reino Unido, Alemanha e Holanda, e pretende articular estes organismos na colaboração em ordem a “uma melhor integração dos portugueses nesses países”.
LFS/OC
www.agencia.ecclesia.pt
terça-feira, 17 de abril de 2012
Governo cria comitê paranaense para refugiados e migrantes
Fonte: http://www.cidadao.pr.gov.br/
O governador Beto Richa criou, nesta semana, o Comitê Estadual para os Refugiados e Migrantes do Estado do Paraná (CERM), que passará a funcionar no âmbito da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju). Com isso, o Paraná passa a ser o terceiro estado brasileiro a ter um comitê especial, encarregado de atender as pessoas que sofrem problemas em função da grande mobilidade social contemporânea. Até o momento, apenas São Paulo e Rio de Janeiro tinham esse comitê devidamente organizado.
Proposto pela secretária Maria Tereza Uille Gomes, o Comitê tem o objetivo de orientar os agentes públicos sobre os direitos e deveres dos solicitantes de refúgio e refugiados, bem como promover ações e coordenar iniciativas de atenção, promoção e defesa dos refugiados no Paraná, junto aos demais órgãos do Estado que possam provê-los e assisti-los através de políticas públicas – conforme prevê o decreto de criação. O novo comitê será integrado pela Secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e por um representante de cada um dos seguintes órgãos de governo: Casa Civil e secretarias de Estado da Segurança Pública, da Família e Desenvolvimento Social, da Saúde, do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, do Turismo e de Relações com a Comunidade. Também será integrado por dois representantes de organizações não-governamentais voltadas a atividades de assistência e proteção a refugiados e migrantes no Estado ou no País, indicados pela Seju.
A instalação oficial do comitê será feita nos próximos meses, quando se realizará a primeira reunião de trabalho do grupo, a fim de analisar demandas já existentes e organizar o trabalho futuro. Para isso, cada uma dessas instituições deverá indicar o seu representante e respectivo suplente.
O governador Beto Richa criou, nesta semana, o Comitê Estadual para os Refugiados e Migrantes do Estado do Paraná (CERM), que passará a funcionar no âmbito da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju). Com isso, o Paraná passa a ser o terceiro estado brasileiro a ter um comitê especial, encarregado de atender as pessoas que sofrem problemas em função da grande mobilidade social contemporânea. Até o momento, apenas São Paulo e Rio de Janeiro tinham esse comitê devidamente organizado.
Proposto pela secretária Maria Tereza Uille Gomes, o Comitê tem o objetivo de orientar os agentes públicos sobre os direitos e deveres dos solicitantes de refúgio e refugiados, bem como promover ações e coordenar iniciativas de atenção, promoção e defesa dos refugiados no Paraná, junto aos demais órgãos do Estado que possam provê-los e assisti-los através de políticas públicas – conforme prevê o decreto de criação. O novo comitê será integrado pela Secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e por um representante de cada um dos seguintes órgãos de governo: Casa Civil e secretarias de Estado da Segurança Pública, da Família e Desenvolvimento Social, da Saúde, do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, do Turismo e de Relações com a Comunidade. Também será integrado por dois representantes de organizações não-governamentais voltadas a atividades de assistência e proteção a refugiados e migrantes no Estado ou no País, indicados pela Seju.
A instalação oficial do comitê será feita nos próximos meses, quando se realizará a primeira reunião de trabalho do grupo, a fim de analisar demandas já existentes e organizar o trabalho futuro. Para isso, cada uma dessas instituições deverá indicar o seu representante e respectivo suplente.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Começa hoje, no Equador, seminário internacional sobre lutas sociais, direitos humanos e educação
Começa hoje (10) e segue até sexta-feira (13) em Quito, Equador, o seminário internacional Lutas sociais, direitos humanos e educação, promovido pela Campanha Latino-americana pelo Direito à Educação (Clade) com o apoio da Associação Latino-americana de Educação Radiofônica (Aler) e do Contrato Social pela Educação no Equador. O evento acontecerá na Faculdade de Ciências da Educação da Pontifícia Universidade do Equador (Puce) e abordará temas como direito à educação, liberdade de expressão e participação cidadã.
O seminário internacional se insere no marco da VII Assembleia da Clade e tem como fim "aprofundar a análise do direito à educação e do direito à comunicação na luta por democracias fortalecidas e cidadanias ativas”.
O evento é aberto e as inscrições são gratuitas. Já está confirmada a participação de representantes e delegados de organizações sociais de mais de 15 países da América Latina. A expectativa é que o evento tenha representantes de 21 países.
Também são esperados especialistas, convidados internacionais e integrantes do movimento estudantil do Chile para discutir a influência dos meios de comunicação na luta pelo direito humano à educação (DHE), novas tecnologias, estratégias de comunicação na luta pelo direito à educação, o uso dos meios alternativos na educação e o tratamento jornalístico dado à questão educativa.
O seminário internacional tem em sua programação do primeiro dia três painéis sobre: Democracias na América Latina e Caribe; Sujeitos sociais e participação democrática; e Direito à Comunicação, liberdade de expressão e participação cidadã. Durante toda a quarta-feira a programação está reservada para o painel ‘Características da conjuntura no cenário da luta pelo direito humano à educação’.
Um dos temas principais a serem tratados durante o seminário será a crescente criminalização dos movimentos sociais na América Latina. O assunto terá destaque já nos debates do primeiro dia de evento com a participação de Pablo Gentili, coordenador da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso) - Brasil, e de Francisco Rhon Dávila, presidente do Conselho Superior da Flacso.
Na manhã de quinta-feira acontece o debate de abertura das oficinas de interaprendizagem sobre ‘Educação e Comunicação: Campos Convergentes, enfoques e desafios’. Esta programação continua durante toda a sexta-feira com oficinas simultâneas sobre: Incidência nos meios de comunicação na luta pelo DHE; Uso das novas tecnologias e estratégias de comunicação na luta pelo direito à educação; Leitura crítica dos meios na educação; Uso da comunicação e meios alternativos na educação; e Tratamento jornalístico da questão educativa.
As oficinas de interaprendizagem vão apresentar casos concretos, experiências e ferramentas para quem deseja dar visibilidade pública às lutas e temáticas sociais, além de debater o potencial de organização e mobilização através de meios de comunicação comunitários e alternativos.
Quem não puder participar do evento em Quito terá a oportunidade de acompanhá-lo pelo link: http://www.aler.org/educacionycomunicacion/. A Aler transmitirá ao vivo o seminário e as oficinas de interaprendizagens.
Para informações e inscrições, escreva: inscripcion@campanaderechoeducacion.orgou acesse: http://campanaderechoeducacion.org/clade2012/.
Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Adital
O seminário internacional se insere no marco da VII Assembleia da Clade e tem como fim "aprofundar a análise do direito à educação e do direito à comunicação na luta por democracias fortalecidas e cidadanias ativas”.
O evento é aberto e as inscrições são gratuitas. Já está confirmada a participação de representantes e delegados de organizações sociais de mais de 15 países da América Latina. A expectativa é que o evento tenha representantes de 21 países.
Também são esperados especialistas, convidados internacionais e integrantes do movimento estudantil do Chile para discutir a influência dos meios de comunicação na luta pelo direito humano à educação (DHE), novas tecnologias, estratégias de comunicação na luta pelo direito à educação, o uso dos meios alternativos na educação e o tratamento jornalístico dado à questão educativa.
O seminário internacional tem em sua programação do primeiro dia três painéis sobre: Democracias na América Latina e Caribe; Sujeitos sociais e participação democrática; e Direito à Comunicação, liberdade de expressão e participação cidadã. Durante toda a quarta-feira a programação está reservada para o painel ‘Características da conjuntura no cenário da luta pelo direito humano à educação’.
Um dos temas principais a serem tratados durante o seminário será a crescente criminalização dos movimentos sociais na América Latina. O assunto terá destaque já nos debates do primeiro dia de evento com a participação de Pablo Gentili, coordenador da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso) - Brasil, e de Francisco Rhon Dávila, presidente do Conselho Superior da Flacso.
Na manhã de quinta-feira acontece o debate de abertura das oficinas de interaprendizagem sobre ‘Educação e Comunicação: Campos Convergentes, enfoques e desafios’. Esta programação continua durante toda a sexta-feira com oficinas simultâneas sobre: Incidência nos meios de comunicação na luta pelo DHE; Uso das novas tecnologias e estratégias de comunicação na luta pelo direito à educação; Leitura crítica dos meios na educação; Uso da comunicação e meios alternativos na educação; e Tratamento jornalístico da questão educativa.
As oficinas de interaprendizagem vão apresentar casos concretos, experiências e ferramentas para quem deseja dar visibilidade pública às lutas e temáticas sociais, além de debater o potencial de organização e mobilização através de meios de comunicação comunitários e alternativos.
Quem não puder participar do evento em Quito terá a oportunidade de acompanhá-lo pelo link: http://www.aler.org/educacionycomunicacion/. A Aler transmitirá ao vivo o seminário e as oficinas de interaprendizagens.
Para informações e inscrições, escreva: inscripcion@campanaderechoeducacion.orgou acesse: http://campanaderechoeducacion.org/clade2012/.
Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Adital
Concurso premiará melhores iniciativas de combate e prevenção ao tráfico de mulheres e meninas
09.04.12 - AMÉRICA LATINA
Natasha Pitts *
Adital -
Desde o dia 8 de março já é possível se inscrever para participar do 5º Prêmio Latino-americano pela Vida e a Segurança das Mulheres e Meninas na América Latina e Caribe. A iniciativa é da Coalizão Regional contra o Tráfico de Mulheres e Meninas na América Latina e Caribe (CATWLAC) e busca reconhecer as melhores práticas em matéria de atenção, proteção, prevenção, pesquisa acadêmica, meios de comunicação e expressões culturais artísticas contra o tráfico de mulheres e meninas na América Latina.
O concurso se insere nas comemorações do 23 de setembro - Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas, a Prostituição e todas as formas de exploração sexual - e deseja envolver toda a sociedade. Organizações, governos locais e federais, funcionários dos poderes executivo, legislativo e judiciário, e pessoas dedicadas ao trabalho contra o tráfico e em favor da atenção às vitimas podem se inscrever.
Os/as candidatos/as precisam ter contribuído de forma relevante e exemplar com o ensino e divulgação dos direitos humanos das mulheres, a promoção da igualdade e equidade de gêneros e mais especificamente serem reconhecidos/as pelo trabalho contra o tráfico de mulheres e meninas com fins de exploração sexual e comercial.
Os/as interessados/as devem escrever uma carta de apresentação e enviá-la por e-mail (premiolac@catwlac.org) até o dia 31 de julho para o jurado do prêmio junto com seu currículo e documentos que avaliem sua trajetória nos últimos cinco anos. Todo material deve estar escrito em espanhol.
Junto a estes documentos, é preciso enviar proposta de ações que contribuíram para diminuir, proteger, prevenir ou atender mulheres e meninas vítimas de tráfico; ações voltadas para a perseguição e sanção dos exploradores e traficantes e iniciativas para acabar com a demanda e o consumo de prostituição na região.
As propostas devem contemplar dimensões como: atividades de organizações sociais na prevenção do tráfico de mulheres e meninas; programas e políticas públicas voltada à atenção e prevenção com perspectiva de gênero; difusão e divulgação nos meios de comunicação massivos sobre o fenômeno em um país da AL e Caribe que respeite os direitos das vítimas; pesquisa acadêmica sobre tráfico de mulheres e meninas na região; expressões artísticas, literárias e culturais que deem visibilidade ao fenômeno, com destaque para a demanda.
A proposta enviada precisa seguir uma estrutura básica e definir a problemática do tráfico de mulheres e meninas, definir quais foram os objetivos e estratégias, relatar ações implementadas e a metodologia empregada, mostrar os resultados obtidos, as conclusões, lições aprendidas e possibilidades de aplicação em outros contextos. Também pode ser acrescentado material informativo.
A decisão do júri sairá até 31 de agosto e o resultado será divulgado no dia 23 de setembro na cerimônia de premiação que acontecerá neste mesmo dia. A proposta que tirar o 1º lugar em cada categoria será publicada e divulgada pela CATWLAC.
Tráfico de mulheres e meninas
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos cerca de quatro milhões de mulheres são vítimas de tráfico para exploração sexual e dois milhões de meninas com idade entre cinco e 15 anos são levadas para a indústria do sexo. Mulheres e meninas representam 86% das vítimas de tráfico de seres humanos. Hoje a internet é uma grande facilitadora deste crime.
Mais informações sobre o premio em: http://www.catwlac.org/
* Jornalista da Adital
Natasha Pitts *
Adital -
Desde o dia 8 de março já é possível se inscrever para participar do 5º Prêmio Latino-americano pela Vida e a Segurança das Mulheres e Meninas na América Latina e Caribe. A iniciativa é da Coalizão Regional contra o Tráfico de Mulheres e Meninas na América Latina e Caribe (CATWLAC) e busca reconhecer as melhores práticas em matéria de atenção, proteção, prevenção, pesquisa acadêmica, meios de comunicação e expressões culturais artísticas contra o tráfico de mulheres e meninas na América Latina.
O concurso se insere nas comemorações do 23 de setembro - Dia Internacional contra o Tráfico de Pessoas, a Prostituição e todas as formas de exploração sexual - e deseja envolver toda a sociedade. Organizações, governos locais e federais, funcionários dos poderes executivo, legislativo e judiciário, e pessoas dedicadas ao trabalho contra o tráfico e em favor da atenção às vitimas podem se inscrever.
Os/as candidatos/as precisam ter contribuído de forma relevante e exemplar com o ensino e divulgação dos direitos humanos das mulheres, a promoção da igualdade e equidade de gêneros e mais especificamente serem reconhecidos/as pelo trabalho contra o tráfico de mulheres e meninas com fins de exploração sexual e comercial.
Os/as interessados/as devem escrever uma carta de apresentação e enviá-la por e-mail (premiolac@catwlac.org) até o dia 31 de julho para o jurado do prêmio junto com seu currículo e documentos que avaliem sua trajetória nos últimos cinco anos. Todo material deve estar escrito em espanhol.
Junto a estes documentos, é preciso enviar proposta de ações que contribuíram para diminuir, proteger, prevenir ou atender mulheres e meninas vítimas de tráfico; ações voltadas para a perseguição e sanção dos exploradores e traficantes e iniciativas para acabar com a demanda e o consumo de prostituição na região.
As propostas devem contemplar dimensões como: atividades de organizações sociais na prevenção do tráfico de mulheres e meninas; programas e políticas públicas voltada à atenção e prevenção com perspectiva de gênero; difusão e divulgação nos meios de comunicação massivos sobre o fenômeno em um país da AL e Caribe que respeite os direitos das vítimas; pesquisa acadêmica sobre tráfico de mulheres e meninas na região; expressões artísticas, literárias e culturais que deem visibilidade ao fenômeno, com destaque para a demanda.
A proposta enviada precisa seguir uma estrutura básica e definir a problemática do tráfico de mulheres e meninas, definir quais foram os objetivos e estratégias, relatar ações implementadas e a metodologia empregada, mostrar os resultados obtidos, as conclusões, lições aprendidas e possibilidades de aplicação em outros contextos. Também pode ser acrescentado material informativo.
A decisão do júri sairá até 31 de agosto e o resultado será divulgado no dia 23 de setembro na cerimônia de premiação que acontecerá neste mesmo dia. A proposta que tirar o 1º lugar em cada categoria será publicada e divulgada pela CATWLAC.
Tráfico de mulheres e meninas
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos cerca de quatro milhões de mulheres são vítimas de tráfico para exploração sexual e dois milhões de meninas com idade entre cinco e 15 anos são levadas para a indústria do sexo. Mulheres e meninas representam 86% das vítimas de tráfico de seres humanos. Hoje a internet é uma grande facilitadora deste crime.
Mais informações sobre o premio em: http://www.catwlac.org/
* Jornalista da Adital
terça-feira, 3 de abril de 2012
Renovado crecimiento de remesas hacia Latinoamérica
Por Cira Rodríguez César*
La Habana (PL) Después de soportar los fuertes zarpazos de la crisis económica global, América Latina registró en 2011 un significativo aumento en la llegada de remesas, similar a los niveles alcanzados en 2007 antes del inicio de la recesión.
Datos del Fondo Multilateral de Inversiones (Fomin) del Banco Interamericano de Desarrollo indicaron que el pasado año los países latinoamericanos recibieron 61 mil millones de dólares, un seis por ciento más en relación con 2010. Las estadísticas de esa entidad señalan que, en su mayoría, aquellos países en los cuales las economías están más vinculadas a la de Estados Unidos tuvieron los mayores incrementos, a diferencia de aquellos en los que la población también tiene flujos migratorios a Europa.
Estados Unidos es la fuente de casi tres cuartas partes de las remesas recibidas en esta región, mientras que España se sitúa en segundo lugar, con el 12 por ciento.
Del conjunto de América Latina, sólo Brasil vio reducir el arribo de dinero, que bajó de un 4,9 por ciento hasta los mil 974 millones de dólares, como consecuencia del boom económico del país, que ha motivado que muchos brasileños opten por regresar.
También se debió al fuerte crecimiento de las transferencias de emigrantes de Brasil, o sea los envíos que suelen realizar los trabajadores extranjeros cuando deciden retornar a sus países de origen, que en 2011 se ampliaron 51 por ciento, casi dos mil 100 millones de dólares.
En general, Suramérica recibió un cuatro por ciento más que en 2010, hasta los 16 mil 707 millones, con alzas de 9,1 por ciento en Paraguay, 7,8 en Bolivia, 7,5 en Chile, 7 en Venezuela, 6,5 en Argentina y 6,4 en Perú.
No obstante, las oscilaciones cambiarias, la inflación y la incertidumbre económica de Europa afectaron el valor del dinero enviado por los emigrados, aunque en menor medida que en otros años.
La difícil situación económica española hizo que en particular bajaran las remesas hacia Ecuador, Colombia y Bolivia.
De todas formas en los últimos años en la misma medida que muchas economías de la región ganaron en fortaleza y recuperación, la llegada de dinero desde el exterior representa hoy una parte menos significativa del producto interno bruto (PIB).
Algo que todavía no ocurre en algunos países de Centroamérica y del Caribe, como por ejemplo Haití, donde aún es más del 10 por ciento del PIB.
Datos del Banco Mundial ratifican el peso que tuvieron las remesas en 2011, las cuales en los países en desarrollo llegaron a 351 mil millones de dólares, lo que significó un incremento del ocho por ciento en relación con el calendario precedente.
Es significativo que su comportamiento en México le permitió mantenerse como el tercer principal receptor de esas partidas en el mundo, luego de India y China.
MUJERES CON MAYOR PESO EN LAS REMESAS
El sector con mayor impacto en el envío de dinero entre los emigrantes latinoamericanos durante 2011 fueron las mujeres, ya que la movilidad laboral está a su favor, o sea hubo una mayor demanda de fuerza laboral femenina.
Para el director del Programa de Remesas y Desarrollo del Diálogo Interamericano, Manuel Orozco, el porcentaje de migración femenina con educación superior es mayor que el de hombres.
Según apreciación de este especialista, cada vez más las féminas están emigrando hacia países con salarios altos e insertándose en el mercado laboral de diversas industrias y en campos como el empleo doméstico, en textiles y prendas, entretenimiento, agricultura y administración
En ese sentido, explicó, que las mujeres actualmente representan el 50 por ciento del total de la población emigrante, por lo que ha cambiado la dinámica de género en el envío de remesas y lazos trasnacionales.
Comentó que por lo general entre inmigrantes, las mujeres tienden a enviar menos dinero que los hombres, sin embargo, cuando ellas tienen educación superior remiten lo mismo o más que sus pares.
Adicionalmente el sector femenino emigrante tiende a asumir más obligaciones que sus homólogos masculinos, en parte debido a los cuidados a sus padres y hermanos o hijos. Pero los hombres también tienen hijos que son atendidos por una mujer de su familia.
TENDENCIAS EN EL ENVIO DE REMESAS
De acuerdo con Fomin, la tendencia del crecimiento en los recursos asociados a las remesas no solamente fue observada en los montos totales agregados, sino también en términos de su periodicidad y del monto promedio enviado.
Tales movimientos contrastaron en 2011 con los registrados en 2009 y 2010, durante los cuales los países de destino sufrieron las consecuencias de un menor número de envíos (de 15,3 anuales pasaron a 12 envíos), así como en el monto menor que se redujo a un nueve por ciento.
El incremento de las remisiones a América del Sur no fue tan sostenido como el experimentado en otras regiones e, incluso, para el tercer trimestre de 2011 se redujeron asociado a que muchas provienen de la Unión Europea, importante destino de los emigrantes.
En términos anuales, en 2011 el crecimiento de las remesas que recibió la subregión suramericana fue de cuatro por ciento, la tasa más baja observada en América Latina y el Caribe.
Las proyecciones macroeconómicas relativamente positivas para EE.UU. podrían indicar una posible tendencia al crecimiento de las remesas para 2012, en correspondencia con un avance de la producción y el empleo.
Al anticiparse incrementos económicos en Suramérica, el envío de dinero intra-regional asociado a la migración laboral podrían compensar en parte las caídas en los volúmenes de remesas provenientes de los países europeos, sin llegar a contrarrestarlas.
De ahí que la mencionada dependencia del BID prevé para 2012 un alza similar de las remesas al año anterior, entre seis y siete por ciento de incremento.
* Periodista de la Redacción América del Sur de Prensa Latina.
em/crc
La Habana (PL) Después de soportar los fuertes zarpazos de la crisis económica global, América Latina registró en 2011 un significativo aumento en la llegada de remesas, similar a los niveles alcanzados en 2007 antes del inicio de la recesión.
Datos del Fondo Multilateral de Inversiones (Fomin) del Banco Interamericano de Desarrollo indicaron que el pasado año los países latinoamericanos recibieron 61 mil millones de dólares, un seis por ciento más en relación con 2010. Las estadísticas de esa entidad señalan que, en su mayoría, aquellos países en los cuales las economías están más vinculadas a la de Estados Unidos tuvieron los mayores incrementos, a diferencia de aquellos en los que la población también tiene flujos migratorios a Europa.
Estados Unidos es la fuente de casi tres cuartas partes de las remesas recibidas en esta región, mientras que España se sitúa en segundo lugar, con el 12 por ciento.
Del conjunto de América Latina, sólo Brasil vio reducir el arribo de dinero, que bajó de un 4,9 por ciento hasta los mil 974 millones de dólares, como consecuencia del boom económico del país, que ha motivado que muchos brasileños opten por regresar.
También se debió al fuerte crecimiento de las transferencias de emigrantes de Brasil, o sea los envíos que suelen realizar los trabajadores extranjeros cuando deciden retornar a sus países de origen, que en 2011 se ampliaron 51 por ciento, casi dos mil 100 millones de dólares.
En general, Suramérica recibió un cuatro por ciento más que en 2010, hasta los 16 mil 707 millones, con alzas de 9,1 por ciento en Paraguay, 7,8 en Bolivia, 7,5 en Chile, 7 en Venezuela, 6,5 en Argentina y 6,4 en Perú.
No obstante, las oscilaciones cambiarias, la inflación y la incertidumbre económica de Europa afectaron el valor del dinero enviado por los emigrados, aunque en menor medida que en otros años.
La difícil situación económica española hizo que en particular bajaran las remesas hacia Ecuador, Colombia y Bolivia.
De todas formas en los últimos años en la misma medida que muchas economías de la región ganaron en fortaleza y recuperación, la llegada de dinero desde el exterior representa hoy una parte menos significativa del producto interno bruto (PIB).
Algo que todavía no ocurre en algunos países de Centroamérica y del Caribe, como por ejemplo Haití, donde aún es más del 10 por ciento del PIB.
Datos del Banco Mundial ratifican el peso que tuvieron las remesas en 2011, las cuales en los países en desarrollo llegaron a 351 mil millones de dólares, lo que significó un incremento del ocho por ciento en relación con el calendario precedente.
Es significativo que su comportamiento en México le permitió mantenerse como el tercer principal receptor de esas partidas en el mundo, luego de India y China.
MUJERES CON MAYOR PESO EN LAS REMESAS
El sector con mayor impacto en el envío de dinero entre los emigrantes latinoamericanos durante 2011 fueron las mujeres, ya que la movilidad laboral está a su favor, o sea hubo una mayor demanda de fuerza laboral femenina.
Para el director del Programa de Remesas y Desarrollo del Diálogo Interamericano, Manuel Orozco, el porcentaje de migración femenina con educación superior es mayor que el de hombres.
Según apreciación de este especialista, cada vez más las féminas están emigrando hacia países con salarios altos e insertándose en el mercado laboral de diversas industrias y en campos como el empleo doméstico, en textiles y prendas, entretenimiento, agricultura y administración
En ese sentido, explicó, que las mujeres actualmente representan el 50 por ciento del total de la población emigrante, por lo que ha cambiado la dinámica de género en el envío de remesas y lazos trasnacionales.
Comentó que por lo general entre inmigrantes, las mujeres tienden a enviar menos dinero que los hombres, sin embargo, cuando ellas tienen educación superior remiten lo mismo o más que sus pares.
Adicionalmente el sector femenino emigrante tiende a asumir más obligaciones que sus homólogos masculinos, en parte debido a los cuidados a sus padres y hermanos o hijos. Pero los hombres también tienen hijos que son atendidos por una mujer de su familia.
TENDENCIAS EN EL ENVIO DE REMESAS
De acuerdo con Fomin, la tendencia del crecimiento en los recursos asociados a las remesas no solamente fue observada en los montos totales agregados, sino también en términos de su periodicidad y del monto promedio enviado.
Tales movimientos contrastaron en 2011 con los registrados en 2009 y 2010, durante los cuales los países de destino sufrieron las consecuencias de un menor número de envíos (de 15,3 anuales pasaron a 12 envíos), así como en el monto menor que se redujo a un nueve por ciento.
El incremento de las remisiones a América del Sur no fue tan sostenido como el experimentado en otras regiones e, incluso, para el tercer trimestre de 2011 se redujeron asociado a que muchas provienen de la Unión Europea, importante destino de los emigrantes.
En términos anuales, en 2011 el crecimiento de las remesas que recibió la subregión suramericana fue de cuatro por ciento, la tasa más baja observada en América Latina y el Caribe.
Las proyecciones macroeconómicas relativamente positivas para EE.UU. podrían indicar una posible tendencia al crecimiento de las remesas para 2012, en correspondencia con un avance de la producción y el empleo.
Al anticiparse incrementos económicos en Suramérica, el envío de dinero intra-regional asociado a la migración laboral podrían compensar en parte las caídas en los volúmenes de remesas provenientes de los países europeos, sin llegar a contrarrestarlas.
De ahí que la mencionada dependencia del BID prevé para 2012 un alza similar de las remesas al año anterior, entre seis y siete por ciento de incremento.
* Periodista de la Redacción América del Sur de Prensa Latina.
em/crc
sábado, 31 de março de 2012
Brasileiros recebem ajuda para se tornarem cidadãos dos EUA
Dezenas de brasileiros residentes na região do MetroWest se reuniram, na sexta-feira (24), na igreja Saint Andrew Episcopal, em Framingham – Massachusetts. Eles receberam orientações sobre como tornarem-se cidadãos dos Estados Unidos. Este trabalho faz parte de um esforço nacional organizado National Partnership for New Americans. (Parceria nacional para novos americanos).
A campanha que traz como título “Seja um Americano, agora! Massachusetts”, tem como objetivo reunir um grande número de pessoas não-cidadãs, mas que possuem os requisitos para tal. Além de oferecer um trabalho de orientação, o programa visa ajudar psicologicamente estas pessoas.
Segundo Cristina Aguilera, do Massachusetts Immigrant and Refugee Advocacy – Mira, explica que muitas pessoas estão intimidadas pelo processo, porque é muito cmplicado. “Existe imigrantes que conseguiram o Green Card há mais de 20 anos e ainda não aplicaram para a cidadania”, ressalta.
Um imigrante com Green Card pode solicitar a sua cidadania depois de cinco anos, segundo ela explica, ou três anos se esta pessoa for casada com um cidadão dos EUA. “Entretanto, na região do MetroWest existe um grande número de pessoas que não quer aplicar para se tornar cidadão”, acrescenta.
Para justificar este número de imigrantes com Green Card que não aplicam para a cidadania, ela fala que na maioria das vezes “é por medo”, principalmente porque o teste é em inglês. Mas para alguns, a questão é a falta de dinheiro. O processo custa US$700.00 para fazer a aplicação, além das taxas que ultrapassam a casa dos milhares. Já, em relação à outras pessoas, o problema é a falta de tempo, devido a carga horária elevada.
Para ajudar neste programa, o “Nós Votamos”, de Framingham, enviou dezenas de voluntários para a igreja no sentido de ajudar as centenas de pessoas a preencher o requerimento de cidadania, que tem 10 páginas.
Uma destas pessoas que aplicou para a cidadania com a ajuda do projeto, foi a brasileira VivianHalbedel, 27 anos de idade, que vive na cidade de Leominster. “Nós vivemos aqui e podemos fazer parte deste país”, disse ela, que chegou aos EUA ainda adolescente e cursou a Milford High School.
Vivian se casou com um cidadão dos Estados Unidos há cerca de três anos e em breve estará elegível para se candidatar. “Este evento me ajudou muito, pois consegui reduzir os custos do processo”, fala.
Segundo o coordenador do “Nos Votamos”, Antonio Massa Viana, há uma grande necessidade que os grupos ajudem a orientar e encaminhar as pessoas para que elas não gastem muito com o processo de cidadania. “Nós podemos ajudar e devemos fazer a nossa parte”, ressalta.
fonte: www.braziliantimes.com
A campanha que traz como título “Seja um Americano, agora! Massachusetts”, tem como objetivo reunir um grande número de pessoas não-cidadãs, mas que possuem os requisitos para tal. Além de oferecer um trabalho de orientação, o programa visa ajudar psicologicamente estas pessoas.
Segundo Cristina Aguilera, do Massachusetts Immigrant and Refugee Advocacy – Mira, explica que muitas pessoas estão intimidadas pelo processo, porque é muito cmplicado. “Existe imigrantes que conseguiram o Green Card há mais de 20 anos e ainda não aplicaram para a cidadania”, ressalta.
Um imigrante com Green Card pode solicitar a sua cidadania depois de cinco anos, segundo ela explica, ou três anos se esta pessoa for casada com um cidadão dos EUA. “Entretanto, na região do MetroWest existe um grande número de pessoas que não quer aplicar para se tornar cidadão”, acrescenta.
Para justificar este número de imigrantes com Green Card que não aplicam para a cidadania, ela fala que na maioria das vezes “é por medo”, principalmente porque o teste é em inglês. Mas para alguns, a questão é a falta de dinheiro. O processo custa US$700.00 para fazer a aplicação, além das taxas que ultrapassam a casa dos milhares. Já, em relação à outras pessoas, o problema é a falta de tempo, devido a carga horária elevada.
Para ajudar neste programa, o “Nós Votamos”, de Framingham, enviou dezenas de voluntários para a igreja no sentido de ajudar as centenas de pessoas a preencher o requerimento de cidadania, que tem 10 páginas.
Uma destas pessoas que aplicou para a cidadania com a ajuda do projeto, foi a brasileira VivianHalbedel, 27 anos de idade, que vive na cidade de Leominster. “Nós vivemos aqui e podemos fazer parte deste país”, disse ela, que chegou aos EUA ainda adolescente e cursou a Milford High School.
Vivian se casou com um cidadão dos Estados Unidos há cerca de três anos e em breve estará elegível para se candidatar. “Este evento me ajudou muito, pois consegui reduzir os custos do processo”, fala.
Segundo o coordenador do “Nos Votamos”, Antonio Massa Viana, há uma grande necessidade que os grupos ajudem a orientar e encaminhar as pessoas para que elas não gastem muito com o processo de cidadania. “Nós podemos ajudar e devemos fazer a nossa parte”, ressalta.
fonte: www.braziliantimes.com
terça-feira, 27 de março de 2012
Fórum reúne entidades para discutir novo Estatuto do Estrangeiro
Fonte: CDHIC / Camila Da Silva Bezerra
Diferentes organizações e associações de imigrantes levantaram as principais problemáticas da nova proposta do Estatuto do Estrangeiro, comprometendo-se a elaborar um manifesto
Em trâmite desde 2005, o novo Estatuto do Estrangeiro está prestes a ser votado pela Comissão de Turismo, Comissão de Relações Exteriores e pelo Congresso. O projeto de lei é tratado com urgência a pedido da presidente Dilma Rousseff que, diante da grande notoriedade da política migratória adotada no caso dos haitianos, pediu a aprovação de nova legislação. No entanto, a notícia que deveria ser um motivo de alegria para aqueles que adotaram escolheram o Brasil para viver na verdade representa um retrocesso: a legislação proposta continua tratando a migração do ponto de vista da segurança e dificulta o acesso a direitos básicos, o que deixa o imigrante em posição ainda mais vulnerável.
A fim de identificar as principais contradições do projeto, o Fórum Social pelos Direitos Humanos e Integração dos Imigrantes no Brasil, por iniciativa do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC) e a Confederação Sindical das Américas (CSA), reuniu as entidades-membros, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Projeto Educar para o Mundo, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP), o Bolívia Cultural, a Asociación Salvador Allende, Associação de Empreendedores Bolivianos em Vestuário e Confecção, Instituto Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Convergência das Culturas, Associação Rádio Comunitária Infinita, Associação BolBra na manhã desta sexta-feira, dia 23.
“Quase todos os artigos precisariam ser mudados, especialmente alguns que são absurdos, como o 6º e o 108º”, afirmou Paulo Illes, coordenador-executivo do CDHIC. Illes questiona o caráter abusivo do art. 6º, que define que o imigrante seja obrigado a comprovar sua situação migratória regular sempre que for solicitado em abordagem pela polícia. Já o artigo 108º se refere à deportação. “É a lei do Arizona implantada no Brasil”, continua o coordenador do CDHIC.
Thiago Dias Oliva, mestrando da Universidade de São Paulo em Direitos Humanos, disse que o projeto de lei mantém a dificuldade de pedir refúgio e também o acesso à saúde. “O artigo 33 relata que o imigrante está proibido de vir para o Brasil para fazer tratamento no sistema público, mas poderá vir se este for privado.”
Outra questão relevante são os direitos trabalhistas que, de acordo com o Projeto de Lei 5655, todos os benefícios (como carteira assinada, fundo de garantia e vale-transporte) ficam a cargo do empregador no caso dos trabalhadores indocumentados. Aproveitando o gancho, o boliviano Juan Villegas reclama da demora para a emissão dos documentos. “Quando um imigrante faz um documento, este demora dois ou três anos para chegar. Inclusive quando este é entregue, já temos de fazer a renovação. Mas o brasileiro que perde os documentos terá outras vias em dias depois.”
Para melhorar o projeto, os representantes das entidades presentes elaboraram um plano de ação que trabalha três esferas:
Para ler a matéria completa acesse: http://www.cdhic.org.br/v01/?p=894
Diferentes organizações e associações de imigrantes levantaram as principais problemáticas da nova proposta do Estatuto do Estrangeiro, comprometendo-se a elaborar um manifesto
Em trâmite desde 2005, o novo Estatuto do Estrangeiro está prestes a ser votado pela Comissão de Turismo, Comissão de Relações Exteriores e pelo Congresso. O projeto de lei é tratado com urgência a pedido da presidente Dilma Rousseff que, diante da grande notoriedade da política migratória adotada no caso dos haitianos, pediu a aprovação de nova legislação. No entanto, a notícia que deveria ser um motivo de alegria para aqueles que adotaram escolheram o Brasil para viver na verdade representa um retrocesso: a legislação proposta continua tratando a migração do ponto de vista da segurança e dificulta o acesso a direitos básicos, o que deixa o imigrante em posição ainda mais vulnerável.
A fim de identificar as principais contradições do projeto, o Fórum Social pelos Direitos Humanos e Integração dos Imigrantes no Brasil, por iniciativa do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC) e a Confederação Sindical das Américas (CSA), reuniu as entidades-membros, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Projeto Educar para o Mundo, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP), o Bolívia Cultural, a Asociación Salvador Allende, Associação de Empreendedores Bolivianos em Vestuário e Confecção, Instituto Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Convergência das Culturas, Associação Rádio Comunitária Infinita, Associação BolBra na manhã desta sexta-feira, dia 23.
“Quase todos os artigos precisariam ser mudados, especialmente alguns que são absurdos, como o 6º e o 108º”, afirmou Paulo Illes, coordenador-executivo do CDHIC. Illes questiona o caráter abusivo do art. 6º, que define que o imigrante seja obrigado a comprovar sua situação migratória regular sempre que for solicitado em abordagem pela polícia. Já o artigo 108º se refere à deportação. “É a lei do Arizona implantada no Brasil”, continua o coordenador do CDHIC.
Thiago Dias Oliva, mestrando da Universidade de São Paulo em Direitos Humanos, disse que o projeto de lei mantém a dificuldade de pedir refúgio e também o acesso à saúde. “O artigo 33 relata que o imigrante está proibido de vir para o Brasil para fazer tratamento no sistema público, mas poderá vir se este for privado.”
Outra questão relevante são os direitos trabalhistas que, de acordo com o Projeto de Lei 5655, todos os benefícios (como carteira assinada, fundo de garantia e vale-transporte) ficam a cargo do empregador no caso dos trabalhadores indocumentados. Aproveitando o gancho, o boliviano Juan Villegas reclama da demora para a emissão dos documentos. “Quando um imigrante faz um documento, este demora dois ou três anos para chegar. Inclusive quando este é entregue, já temos de fazer a renovação. Mas o brasileiro que perde os documentos terá outras vias em dias depois.”
Para melhorar o projeto, os representantes das entidades presentes elaboraram um plano de ação que trabalha três esferas:
Para ler a matéria completa acesse: http://www.cdhic.org.br/v01/?p=894
sábado, 24 de março de 2012
Ciganos: Alta comissária para a Imigração destaca papel da Igreja na criação de novos caminhos de integração
A alta comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural em Portugal destacou hoje o papel da Igreja no “processo de socialização” e na criação de novos caminhos para as comunidades ciganas
Rosário Farmhouse enviou uma mensagem aos participantes no encontro do Comité Católico Internacional para os Ciganos, reunido em Fátima até domingo.
“Numa altura em que o mundo está a ser abalado por conflitos, desigualdades gritantes e incompreensões, este será um momento apaziguador e de reflexão profunda sobre os que nos rodeiam e que merecem a nossa solidariedade e respeito”, refere o documento enviado à Agência Ecclesia.
A responsável manifestou o seu “apreço por esta iniciativa que promove não só a união espiritual, como congrega homens e mulheres vindos de vários locais e com diversas origens, movidos por um objetivo comum”.
“A realização deste encontro em Fátima, solo sagrado, e a mobilização de todos numa oração universal, na Capelinha das Aparições, trará seguramente consigo o renovar da esperança num futuro mais promissor para todos e reforçará a capacidade de compaixão que nos aproxima dos que mais precisam de nós”, assinala a alta comissária, comentando o gesto que marcou o início da iniciativa, no Santuário católico.
Segundo Rosário Farmhouse, este encontro, “cuja partilha com ciganos tão diversos, mas tão semelhantes nos seus anseios, nas suas fragilidades e forças, trará um enriquecimento e uma nova luz para a construção de uma sociedade mais justa e solidária”.
O Comité Católico Internacional para os Ciganos vai juntar no Santuário mariano diversos representantes europeus, com a presença do presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. Jorge Ortiga; do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto; e do diretor da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, frei Francisco Sales.
A iniciativa tem o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e durante os trabalhos vai ser lida uma mensagem do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes (CPPMI), organismo da Santa Sé.
Entre as principais matérias que irão ser abordadas, destaque para o papel dos cristãos 'frente a uma sociedade cada vez mais estruturada, mas que cria marginalidade', matéria que vai ser abordada pelo economista João César das Neves.
O Comité Católico Internacional para os Ciganos, com sede na Bélgica, foi criado em 1976 para promover o debate entre as comunidades ciganas e atender às suas necessidades humanas e espirituais.
Desde o seu início, aquele organismo, atualmente com cerca de 50 elementos vindos de 14 países, trabalha em proximidade com a Igreja Católica, especialmente através do CPPMI e das capelanias nacionais ligadas aos ciganos e migrantes.
O encontro de Fátima vai concluir-se com uma missa presidida por D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa e vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.
Rosário Farmhouse enviou uma mensagem aos participantes no encontro do Comité Católico Internacional para os Ciganos, reunido em Fátima até domingo.
“Numa altura em que o mundo está a ser abalado por conflitos, desigualdades gritantes e incompreensões, este será um momento apaziguador e de reflexão profunda sobre os que nos rodeiam e que merecem a nossa solidariedade e respeito”, refere o documento enviado à Agência Ecclesia.
A responsável manifestou o seu “apreço por esta iniciativa que promove não só a união espiritual, como congrega homens e mulheres vindos de vários locais e com diversas origens, movidos por um objetivo comum”.
“A realização deste encontro em Fátima, solo sagrado, e a mobilização de todos numa oração universal, na Capelinha das Aparições, trará seguramente consigo o renovar da esperança num futuro mais promissor para todos e reforçará a capacidade de compaixão que nos aproxima dos que mais precisam de nós”, assinala a alta comissária, comentando o gesto que marcou o início da iniciativa, no Santuário católico.
Segundo Rosário Farmhouse, este encontro, “cuja partilha com ciganos tão diversos, mas tão semelhantes nos seus anseios, nas suas fragilidades e forças, trará um enriquecimento e uma nova luz para a construção de uma sociedade mais justa e solidária”.
O Comité Católico Internacional para os Ciganos vai juntar no Santuário mariano diversos representantes europeus, com a presença do presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. Jorge Ortiga; do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto; e do diretor da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, frei Francisco Sales.
A iniciativa tem o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e durante os trabalhos vai ser lida uma mensagem do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes (CPPMI), organismo da Santa Sé.
Entre as principais matérias que irão ser abordadas, destaque para o papel dos cristãos 'frente a uma sociedade cada vez mais estruturada, mas que cria marginalidade', matéria que vai ser abordada pelo economista João César das Neves.
O Comité Católico Internacional para os Ciganos, com sede na Bélgica, foi criado em 1976 para promover o debate entre as comunidades ciganas e atender às suas necessidades humanas e espirituais.
Desde o seu início, aquele organismo, atualmente com cerca de 50 elementos vindos de 14 países, trabalha em proximidade com a Igreja Católica, especialmente através do CPPMI e das capelanias nacionais ligadas aos ciganos e migrantes.
O encontro de Fátima vai concluir-se com uma missa presidida por D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa e vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.
sexta-feira, 23 de março de 2012
OIM: Migração na América do Sul deve superar saída para Europa e EUA
O diretor da Organização Internacional de Migração (OIM) para América do Sul, o uruguaio Juan Artola, disse que existe hoje uma tendência a maior migração regional e, ao mesmo tempo, tendência ao menor fluxo de emigrantes sul-americanos para os países da Europa e dos Estados Unidos.
“É uma tendência que ocorre por um conjunto de fatores, que inclui maiores oportunidades na América do Sul num momento em que ficou mais difícil conseguir trabalho e a chance de imigrar para a Europa e para os Estados Unidos”, disse Artola em entrevista à BBC Brasil.
Segundo ele, nos últimos anos aumentou a migração intra-regional na Argentina, Brasil e, em certa medida, também no Chile e no Uruguai.
Todos absorveram mão-de-obra regional, de acordo com o diretor da OIM.
Artola observou que o crescimento econômico registrado na última década nos países da América do Sul e a facilitação para conseguir documentos de residência contribuíram para esta migração intra-regional.
“Essa imigração intra-regional é um fato inédito nos últimos 30 ou 40 anos, mas coincide com o crescimento econômico e o impulso do processo de integração do Mercosul e da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração)”, disse.
Menos burocracia
O diretor da OIM lembrou que nos últimos anos os trâmites burocráticos para um imigrante se estabelecer no país vizinho foram simplificados a partir de acordos do Mercosul e da Aladi.
“Estes fatores, somados ao problema do emprego na União Europeia e nos Estados Unidos, fizeram com que muitos imigrantes preferissem um país da região. Seja pela oportunidade ou pela distância”, afirmou.
Para ele, apesar da desaceleração de algumas economias regionais em 2011 e a perspectiva deste ritmo continuar em 2012, este fluxo de migração intra-regional não deverá ser afetado.
“Não percebemos que esta tendência vai diminuir. Ao contrário”, disse.
Jovens
Nos últimos dez anos, cerca de 700 mil sul-americanos migraram para um país da própria região. Deste total, 500 mil mudaram-se para a Argentina na última década.
“Meio milhão de paraguaios, bolivianos e peruanos chegaram à Argentina em busca de oportunidades. Hoje, a população total de imigrantes representa aproximadamente 4,5% da população nacional argentina”, disse.
Leia a matéria completa em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/03/120319_imigracao_mc_ac.shtml
“É uma tendência que ocorre por um conjunto de fatores, que inclui maiores oportunidades na América do Sul num momento em que ficou mais difícil conseguir trabalho e a chance de imigrar para a Europa e para os Estados Unidos”, disse Artola em entrevista à BBC Brasil.
Segundo ele, nos últimos anos aumentou a migração intra-regional na Argentina, Brasil e, em certa medida, também no Chile e no Uruguai.
Todos absorveram mão-de-obra regional, de acordo com o diretor da OIM.
Artola observou que o crescimento econômico registrado na última década nos países da América do Sul e a facilitação para conseguir documentos de residência contribuíram para esta migração intra-regional.
“Essa imigração intra-regional é um fato inédito nos últimos 30 ou 40 anos, mas coincide com o crescimento econômico e o impulso do processo de integração do Mercosul e da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração)”, disse.
Menos burocracia
O diretor da OIM lembrou que nos últimos anos os trâmites burocráticos para um imigrante se estabelecer no país vizinho foram simplificados a partir de acordos do Mercosul e da Aladi.
“Estes fatores, somados ao problema do emprego na União Europeia e nos Estados Unidos, fizeram com que muitos imigrantes preferissem um país da região. Seja pela oportunidade ou pela distância”, afirmou.
Para ele, apesar da desaceleração de algumas economias regionais em 2011 e a perspectiva deste ritmo continuar em 2012, este fluxo de migração intra-regional não deverá ser afetado.
“Não percebemos que esta tendência vai diminuir. Ao contrário”, disse.
Jovens
Nos últimos dez anos, cerca de 700 mil sul-americanos migraram para um país da própria região. Deste total, 500 mil mudaram-se para a Argentina na última década.
“Meio milhão de paraguaios, bolivianos e peruanos chegaram à Argentina em busca de oportunidades. Hoje, a população total de imigrantes representa aproximadamente 4,5% da população nacional argentina”, disse.
Leia a matéria completa em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/03/120319_imigracao_mc_ac.shtml
terça-feira, 20 de março de 2012
Novos desafios do ACNUR na Líbia
Trípoli , Líbia, 17 de março de 2012 (ACNUR) - Um ano após o início dos
conflitos que levaram à queda do ditador líbio Muammar Gaddafi, a Líbia
ainda vive uma crise humanitária difícil. Libaneses que se deslocaram
internamente fugidos dos conflitos civis se misturam com refugiados
provenientes da África sub-saariana que, por sua vez, ainda são
confundidos com forças leais à Gadaffi e presos por não possuírem a
documentação necessária.
Nesta situação complexa, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados está
retomando suas atividades no país e aguarda a formalização de um acordo
com as novas autoridades do país para reestabelecer as atividades de
proteção.
Para o representante do ACNUR na Líbia, Emmanuel Gignac, há problemas
de proteção relacionados à migrações mistas e casos potencias de
apatridia entre etnias minoritárias. “No sul, toda a questão de
migrações mistas (pela Líbia e através do Mediterrâneo) para a
Europa está crescendo”, afirma Gignac em entrevista ao editor do site
do ACNUR, Leo Dobbs.
Para Gignac, a tendência é que cada vez mais migrantes e refugiados
entrem no país. De acordo com os dados atuais do ACNUR existem 6.600
refugiados e outros 2.700 solicitantes de refugio, a maioria vive em
Trípoli e outros estão em Misrata e Benghazi - cidades extremamente
afetadas pelos conflitos na Líbia.
Leia os principais pontos da entrevista de Emmanuel Gignac em
www.acnur.org.br.
conflitos que levaram à queda do ditador líbio Muammar Gaddafi, a Líbia
ainda vive uma crise humanitária difícil. Libaneses que se deslocaram
internamente fugidos dos conflitos civis se misturam com refugiados
provenientes da África sub-saariana que, por sua vez, ainda são
confundidos com forças leais à Gadaffi e presos por não possuírem a
documentação necessária.
Nesta situação complexa, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados está
retomando suas atividades no país e aguarda a formalização de um acordo
com as novas autoridades do país para reestabelecer as atividades de
proteção.
Para o representante do ACNUR na Líbia, Emmanuel Gignac, há problemas
de proteção relacionados à migrações mistas e casos potencias de
apatridia entre etnias minoritárias. “No sul, toda a questão de
migrações mistas (pela Líbia e através do Mediterrâneo) para a
Europa está crescendo”, afirma Gignac em entrevista ao editor do site
do ACNUR, Leo Dobbs.
Para Gignac, a tendência é que cada vez mais migrantes e refugiados
entrem no país. De acordo com os dados atuais do ACNUR existem 6.600
refugiados e outros 2.700 solicitantes de refugio, a maioria vive em
Trípoli e outros estão em Misrata e Benghazi - cidades extremamente
afetadas pelos conflitos na Líbia.
Leia os principais pontos da entrevista de Emmanuel Gignac em
www.acnur.org.br.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Diagnóstico Participativo
O Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), em parceria com o ACNUR e com o apoio do CONARE, realizou no dia 9 de março de 2012, uma atividade que mereceu especial atenção, seja porque é a primeira vez que a realiza, seja pela importância que merece no contexto da ação e dos avanços no atendimento a refugiados e refugiadas, bem como nesta causa como um todo.
O encontro foi realizado na Sede do IMDH: Quadra 7, Conj. C, Lote 1 - Vila Varjão71540-400 – Brasília – DF
Introdução
O diagnóstico participativo com as populações beneficiárias (solicitantes de Refúgio, Refugiados, Deslocados) é uma prática proposta pelo ACNUR, voltada, também, de introduzir a estratégia de Transversalidade de Idade, Gênero e Diversidade (“Age, Gender & Diversity Mainstreaming” – AGDM).
O objetivo principal desta atividade é identificar, com a colaboração dos próprios refugiados e refugiadas, necessidades de proteção, de integração, de apoio, de melhoria nas ações em favor dos beneficiários, a fim de desenvolver as respostas necessárias. Destaca-se que tem, também, o objetivo de promover a igualdade de gênero, os direitos de todos os refugiados de todas as idades. Os objetivos específicos são:
• implementar um sistema que amplie a participação dos refugiados no planejamento das atividades;
• reforçar a capacidade operativa, de forma que todo do ACNUR das agências parceiras assumam co-responsavelmente a promoção da igualdade de gênero e os direitos de todos os refugiados;
• operacionalizar a Agenda para a Proteção, com uma abordagem baseada nos direitos e nas comunidades (rights-based e people-oriented).
A iniciativa no IMDH
A proposta foi feita pelo ACNUR ao IMDH em 2011, visando aplicá-la já em 2012. Foi o que ocorreu. Assim, entende-se que esta iniciativa se reveste das características de uma atividade que ocorre pela primeira em nossa entidade.
Participaram do encontro: solicitantes de refúgio, refugiados, refugiadas, funcionários do ACNUR, toda a equipe do IMDH, as Irmãs da Comunidade Madre Assunta, voluntárias do IMDH e um convidado do Instituto de Pesquisas e Estudos Aplicados (IPEA).
Agenda
Hora Atividade Metodologia
14h Chegada ao IMDH Receber os participantes
14h15 Boas vindas, apresentação do diagnóstico, apresentação dos facilitadores, convidados e participantes
Apresentação oral
14h40
Entrevistas/
Trabalho em Grupos Organização em dois grupos: um formado por homens e outro por mulheres e crianças.
17 h Lanche e confraternização
Agradecimento aos participantes Encerra-se o trabalho com os refugiados
17h20
Avaliação dos resultados Reunião IMDH e ACNUR para compartilhar a experiência e discutir os resultados do trabalho
18h Encerramento da Oficina
As atividades foram desenvolvidas com viva participação dos refugiados e refugiadas. Foram apresentadas palavras-chave, para que eles elegessem os temas de seu maior interesse ou necessidade. Os temas foram: saúde, educação, trabalho, moradia, documentação, segurança, discriminação e integração. Cada grupo selecionou ou deu prioridade aos itens de seu maior interesse.
Foi muito rica a reflexão, troca de experiências, e, também, foram levantadas questões sobre itens de fundamental importância para a integração dos refugiados, e que precisam ser mais bem implementados e disponibilizados, seja aos solicitantes de refúgio, seja aos refugiados, por um tempo variável de acordo com as necessidades das pessoas procedentes de diferentes nacionalidades.
Síntese das manifestações dos refugiados e refugiadas participantes:
- Grande reconhecimento pelos serviços e apoio que recebem do IMDH em todos os momentos que buscam algum tipo de orientação ou ajuda;
- Satisfação por parte daqueles que estão trabalhando, seja de maneira autônoma, seja dos que tem emprego fixo; assinalamos que há pessoas trabalhando na informalidade e outros com perspectiva de emprego nos próximos dias;
- Não há problemas com a questão educacional das crianças; quem tem filhos em idade escolar está satisfeito com o atendimento e com a atenção que as escolas dispensam às crianças;
- O acesso aos serviços de saúde não tem sido problema para os participantes; dizem que sempre foram bem atendidos, embora lamentem a demora, às vezes angustiante, para conseguir realizar exames, principalmente quando se trata de algo mais especializado;
- Aqueles que já conseguiram entrar no programa “Minha casa, Minha Vida” estão muito felizes; por outro lado, para os outros, a moradia é um grande problema, uma angústia e um custo muito pesado, além de ser difícil conseguir local para alugar.
-Alguns solicitantes relataram as dificuldades que sentiram nos primeiros meses de sua chegada ao país, pois o idioma diferente e o preconceito restringem o acesso ao mercado de trabalho;
- ressaltaram também dificuldades em conseguir capacitação profissional, tendo em vista que não dispõem de tempo e dinheiro para arcar com os custos dos estudos, o que seria importante para que conseguissem melhores empregos.
- A documentação inicial (carteira de trabalho, CPF) é de fácil acesso, mas há problemas relacionados à validação de diplomas, tanto pela demora para poderem encaminhar este procedimento, quanto pelo custo e pela necessidade de apresentarem vasta documentação e traduções;
- Os refugiados manifestam reiteradamente sua preocupação com a inscrição “refugiado” no documento de identidade, pois lhes gera dificuldades e discriminação, devido, principalmente, ao desconhecimento da população acerca do significado do termo;
- Fica a proposta e o pedido a que se criem mais oportunidades para aprendizagem do português e parcerias para cursos profissionalizantes.
Avaliação final
Apenas algumas palavras para resumir a manifestação geral de satisfação pela oportunidade do encontro, pela convivência, pela riqueza das contribuições, pela confraternização entre refugiados, refugiadas, agentes sociais, funcionários e Irmãs. Todos/as crescemos com a riqueza do/a outro/a e com a coragem daqueles e daquelas que superam toda a dificuldade, superam-se a si mesmos, em nome do bem maior, a vida.
Brasília-DF, 13 de março de 2012
Ir. Rosita Milesi
Diretora
Natalia Medina
Articuladora do evento
O encontro foi realizado na Sede do IMDH: Quadra 7, Conj. C, Lote 1 - Vila Varjão71540-400 – Brasília – DF
Introdução
O diagnóstico participativo com as populações beneficiárias (solicitantes de Refúgio, Refugiados, Deslocados) é uma prática proposta pelo ACNUR, voltada, também, de introduzir a estratégia de Transversalidade de Idade, Gênero e Diversidade (“Age, Gender & Diversity Mainstreaming” – AGDM).
O objetivo principal desta atividade é identificar, com a colaboração dos próprios refugiados e refugiadas, necessidades de proteção, de integração, de apoio, de melhoria nas ações em favor dos beneficiários, a fim de desenvolver as respostas necessárias. Destaca-se que tem, também, o objetivo de promover a igualdade de gênero, os direitos de todos os refugiados de todas as idades. Os objetivos específicos são:
• implementar um sistema que amplie a participação dos refugiados no planejamento das atividades;
• reforçar a capacidade operativa, de forma que todo do ACNUR das agências parceiras assumam co-responsavelmente a promoção da igualdade de gênero e os direitos de todos os refugiados;
• operacionalizar a Agenda para a Proteção, com uma abordagem baseada nos direitos e nas comunidades (rights-based e people-oriented).
A iniciativa no IMDH
A proposta foi feita pelo ACNUR ao IMDH em 2011, visando aplicá-la já em 2012. Foi o que ocorreu. Assim, entende-se que esta iniciativa se reveste das características de uma atividade que ocorre pela primeira em nossa entidade.
Participaram do encontro: solicitantes de refúgio, refugiados, refugiadas, funcionários do ACNUR, toda a equipe do IMDH, as Irmãs da Comunidade Madre Assunta, voluntárias do IMDH e um convidado do Instituto de Pesquisas e Estudos Aplicados (IPEA).
Agenda
Hora Atividade Metodologia
14h Chegada ao IMDH Receber os participantes
14h15 Boas vindas, apresentação do diagnóstico, apresentação dos facilitadores, convidados e participantes
Apresentação oral
14h40
Entrevistas/
Trabalho em Grupos Organização em dois grupos: um formado por homens e outro por mulheres e crianças.
17 h Lanche e confraternização
Agradecimento aos participantes Encerra-se o trabalho com os refugiados
17h20
Avaliação dos resultados Reunião IMDH e ACNUR para compartilhar a experiência e discutir os resultados do trabalho
18h Encerramento da Oficina
As atividades foram desenvolvidas com viva participação dos refugiados e refugiadas. Foram apresentadas palavras-chave, para que eles elegessem os temas de seu maior interesse ou necessidade. Os temas foram: saúde, educação, trabalho, moradia, documentação, segurança, discriminação e integração. Cada grupo selecionou ou deu prioridade aos itens de seu maior interesse.
Foi muito rica a reflexão, troca de experiências, e, também, foram levantadas questões sobre itens de fundamental importância para a integração dos refugiados, e que precisam ser mais bem implementados e disponibilizados, seja aos solicitantes de refúgio, seja aos refugiados, por um tempo variável de acordo com as necessidades das pessoas procedentes de diferentes nacionalidades.
Síntese das manifestações dos refugiados e refugiadas participantes:
- Grande reconhecimento pelos serviços e apoio que recebem do IMDH em todos os momentos que buscam algum tipo de orientação ou ajuda;
- Satisfação por parte daqueles que estão trabalhando, seja de maneira autônoma, seja dos que tem emprego fixo; assinalamos que há pessoas trabalhando na informalidade e outros com perspectiva de emprego nos próximos dias;
- Não há problemas com a questão educacional das crianças; quem tem filhos em idade escolar está satisfeito com o atendimento e com a atenção que as escolas dispensam às crianças;
- O acesso aos serviços de saúde não tem sido problema para os participantes; dizem que sempre foram bem atendidos, embora lamentem a demora, às vezes angustiante, para conseguir realizar exames, principalmente quando se trata de algo mais especializado;
- Aqueles que já conseguiram entrar no programa “Minha casa, Minha Vida” estão muito felizes; por outro lado, para os outros, a moradia é um grande problema, uma angústia e um custo muito pesado, além de ser difícil conseguir local para alugar.
-Alguns solicitantes relataram as dificuldades que sentiram nos primeiros meses de sua chegada ao país, pois o idioma diferente e o preconceito restringem o acesso ao mercado de trabalho;
- ressaltaram também dificuldades em conseguir capacitação profissional, tendo em vista que não dispõem de tempo e dinheiro para arcar com os custos dos estudos, o que seria importante para que conseguissem melhores empregos.
- A documentação inicial (carteira de trabalho, CPF) é de fácil acesso, mas há problemas relacionados à validação de diplomas, tanto pela demora para poderem encaminhar este procedimento, quanto pelo custo e pela necessidade de apresentarem vasta documentação e traduções;
- Os refugiados manifestam reiteradamente sua preocupação com a inscrição “refugiado” no documento de identidade, pois lhes gera dificuldades e discriminação, devido, principalmente, ao desconhecimento da população acerca do significado do termo;
- Fica a proposta e o pedido a que se criem mais oportunidades para aprendizagem do português e parcerias para cursos profissionalizantes.
Avaliação final
Apenas algumas palavras para resumir a manifestação geral de satisfação pela oportunidade do encontro, pela convivência, pela riqueza das contribuições, pela confraternização entre refugiados, refugiadas, agentes sociais, funcionários e Irmãs. Todos/as crescemos com a riqueza do/a outro/a e com a coragem daqueles e daquelas que superam toda a dificuldade, superam-se a si mesmos, em nome do bem maior, a vida.
Brasília-DF, 13 de março de 2012
Ir. Rosita Milesi
Diretora
Natalia Medina
Articuladora do evento
A dor do papa pela morte de 22 crianças belgas Internacionais
Escrito por Fúlvio Costa
Qui, 15 de Março de 2012 09:22
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Pêsames no mundo inteiro pelos 28 mortos, entre os quais 22 crianças, no acidente com o ônibus no qual viajavam, ocorrido terça-feira, 13, à noite em um túnel, no sul da Suíça. Uma vigília de oração foi realizada ontem na catedral de Louvain, na Bélgica presidida pelo arcebispo de Malines-Bruxelas, dom André-Joseph Léonard acompanhado pelo Núncio Apostólico na Bélgica, dom Giacinto Berloco. Durante a vigília, foi lida a mensagem de pêsames de Bento XVI às famílias das vítimas e a todas as pessoas envolvidas na tragédia.
O papa reza pelas vítimas e se solidariza com as famílias atingidas pelo acidente de Sierre, cuja dinâmica ainda deve ser esclarecida: problema técnico, erro humano ou mal-estar do motorista. No entanto, certa é a agonia das famílias das 22 crianças que morreram. Uma dor que o bispo de Hasselt, Patrick Hoogmartens, assim expressou depois de encontrá-las:
“Foi um encontro sem muitas palavras, as pessoas choravam... Alguns deles me diziam: “Onde está Deus?”. Eu respondi que a minha certeza é que Deus está presente também neste momento nos seus corações. Espero que a fé possa ajudar os genitores, as famílias e também as duas escolas”.
O primeiro-ministro, Di Rupo decretou dia de luto nacional para recordar as vítimas. Quis, ainda, acompanhar pessoalmente até a Suíça as famílias das crianças envolvidas no acidente. Uma viagem angustiante – definiu o premier. Muitos pais não sabiam o que tinha ocorrido com seus filhos. Depois, à noite todos os feridos, três em estado grave, foram identificados.
Entretanto, o reconhecimento das vítimas será feito provavelmente nesta quinta-feira, antes do transferimento para a Bélgica. Um momento dramático, que as autoridades helvéticas adiaram o quanto possível, preparando os familiares com um grupo de psicólogos.
Alguns genitores, mais fortes, pediram para ver o lugar do acidente na autoestrada A9. Um momento para rezar e colocar no local algumas flores, que se somam a uma rosa branca que um automobilista tinha deixado dentro do túnel, no dia de ontem.
Fonte: Rádio Vaticano
Qui, 15 de Março de 2012 09:22
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Pêsames no mundo inteiro pelos 28 mortos, entre os quais 22 crianças, no acidente com o ônibus no qual viajavam, ocorrido terça-feira, 13, à noite em um túnel, no sul da Suíça. Uma vigília de oração foi realizada ontem na catedral de Louvain, na Bélgica presidida pelo arcebispo de Malines-Bruxelas, dom André-Joseph Léonard acompanhado pelo Núncio Apostólico na Bélgica, dom Giacinto Berloco. Durante a vigília, foi lida a mensagem de pêsames de Bento XVI às famílias das vítimas e a todas as pessoas envolvidas na tragédia.
O papa reza pelas vítimas e se solidariza com as famílias atingidas pelo acidente de Sierre, cuja dinâmica ainda deve ser esclarecida: problema técnico, erro humano ou mal-estar do motorista. No entanto, certa é a agonia das famílias das 22 crianças que morreram. Uma dor que o bispo de Hasselt, Patrick Hoogmartens, assim expressou depois de encontrá-las:
“Foi um encontro sem muitas palavras, as pessoas choravam... Alguns deles me diziam: “Onde está Deus?”. Eu respondi que a minha certeza é que Deus está presente também neste momento nos seus corações. Espero que a fé possa ajudar os genitores, as famílias e também as duas escolas”.
O primeiro-ministro, Di Rupo decretou dia de luto nacional para recordar as vítimas. Quis, ainda, acompanhar pessoalmente até a Suíça as famílias das crianças envolvidas no acidente. Uma viagem angustiante – definiu o premier. Muitos pais não sabiam o que tinha ocorrido com seus filhos. Depois, à noite todos os feridos, três em estado grave, foram identificados.
Entretanto, o reconhecimento das vítimas será feito provavelmente nesta quinta-feira, antes do transferimento para a Bélgica. Um momento dramático, que as autoridades helvéticas adiaram o quanto possível, preparando os familiares com um grupo de psicólogos.
Alguns genitores, mais fortes, pediram para ver o lugar do acidente na autoestrada A9. Um momento para rezar e colocar no local algumas flores, que se somam a uma rosa branca que um automobilista tinha deixado dentro do túnel, no dia de ontem.
Fonte: Rádio Vaticano
Semana de Ação Mundial 2012: ‘Direitos desde o início! Educação e cuidados da primeira infância agora’
Frente à necessidade de priorizar os direitos das crianças na primeira fase da infância, a Semana de Ação Mundial 2012, com o tema: "Direitos desde o início! Educação e cuidados da primeira infância agora”, convoca coligações nacionais de educação, escolas, organizações da sociedade civil e pessoas interessadas no assunto a participarem do evento que acontecerá entre os dias 22 e 28 de abril 2012. As inscrições para as atividades já estão abertas e devem ser feitas através do site: http://www.globalactionweek.org/.
Embora muitos Estados tenham se comprometido com este assunto através de convenções e tratados internacionais, o direito à educação na infância permanece sendo um dos temas mais descuidados em termos de políticas educativas. A partir desse contexto, a Campanha Mundial considera de urgência o desenvolvimento de um programa completo pelos direitos da primeira infância, reconhecer as crianças como sujeitos de direito e proporcionar vivências de plenitude e bem-estar.
O desafio é garantir a atenção necessária às mais de 200 milhões de crianças com menos de cinco anos que ultrapassam essa fase todos os anos sem usufruir de seus direitos infantis. Deste modo elas reduzem a possibilidade de atingir todo o seu potencial e encerrar o ciclo de pobreza e fome dos quais muitas delas são vítimas diariamente. É fundamental que haja um enfoque integral para que seja destinado o direito à educação, bem como uma articulação sobre proteção, saúde e nutrição destas crianças.
A Semana de Ação Mundial 2012 é uma oportunidade tanto de alertar a população sobre os problemas enfrentados pela infância na ausência de seus direitos, quanto uma forma adicional de cobrar dos governos medidas para esta problemática social. Serão exigidos prioridade à Educação e aos Cuidados da Primeira Infância, desenvolvimento do currículo e do corpo docente, a instituição de mecanismos e políticas para o fim da discriminação e o aumento da inversão em educação e cuidados de primeira infância.
A proposta é fazer com que meninos e meninas em creches e escolas de educação inicial, juntamente com a presença dos professores e professoras e pais e mães com a intenção de construir um diálogo colaborativo, participem de atividades e interajam dentro de um espaço lúdico com criação de desenhos, pinturas e fotografias produzidas por eles para relatar sua experiência educativa, estimulando o processo criativo de cada uma das crianças para complementar e melhorar a educação.
Aos demais interessados, há outras formas de participar e divulgar as mensagens da Semana de Ação Social 2012 através da criação de páginas webs ou blogs onde se possam colocar os desenhos e fotografias, como as notícias importantes da SAM, e sobre o tema da primeira infância; procurar diálogos com os departamentos governamentais que se ocupam da primeira infância influenciando para que possam garantir os direitos da infância e trabalhando para estabelecer canais permanentes de participação pública na formulação e na tomada de decisões políticas.
Adital
Embora muitos Estados tenham se comprometido com este assunto através de convenções e tratados internacionais, o direito à educação na infância permanece sendo um dos temas mais descuidados em termos de políticas educativas. A partir desse contexto, a Campanha Mundial considera de urgência o desenvolvimento de um programa completo pelos direitos da primeira infância, reconhecer as crianças como sujeitos de direito e proporcionar vivências de plenitude e bem-estar.
O desafio é garantir a atenção necessária às mais de 200 milhões de crianças com menos de cinco anos que ultrapassam essa fase todos os anos sem usufruir de seus direitos infantis. Deste modo elas reduzem a possibilidade de atingir todo o seu potencial e encerrar o ciclo de pobreza e fome dos quais muitas delas são vítimas diariamente. É fundamental que haja um enfoque integral para que seja destinado o direito à educação, bem como uma articulação sobre proteção, saúde e nutrição destas crianças.
A Semana de Ação Mundial 2012 é uma oportunidade tanto de alertar a população sobre os problemas enfrentados pela infância na ausência de seus direitos, quanto uma forma adicional de cobrar dos governos medidas para esta problemática social. Serão exigidos prioridade à Educação e aos Cuidados da Primeira Infância, desenvolvimento do currículo e do corpo docente, a instituição de mecanismos e políticas para o fim da discriminação e o aumento da inversão em educação e cuidados de primeira infância.
A proposta é fazer com que meninos e meninas em creches e escolas de educação inicial, juntamente com a presença dos professores e professoras e pais e mães com a intenção de construir um diálogo colaborativo, participem de atividades e interajam dentro de um espaço lúdico com criação de desenhos, pinturas e fotografias produzidas por eles para relatar sua experiência educativa, estimulando o processo criativo de cada uma das crianças para complementar e melhorar a educação.
Aos demais interessados, há outras formas de participar e divulgar as mensagens da Semana de Ação Social 2012 através da criação de páginas webs ou blogs onde se possam colocar os desenhos e fotografias, como as notícias importantes da SAM, e sobre o tema da primeira infância; procurar diálogos com os departamentos governamentais que se ocupam da primeira infância influenciando para que possam garantir os direitos da infância e trabalhando para estabelecer canais permanentes de participação pública na formulação e na tomada de decisões políticas.
Adital
Encontro une ativistas pelo direito à cidade em torno do tema ‘Desenvolvimento urbano com igualdade social’
Teve início na tarde de hoje (15) e segue até sábado (17), em São Paulo, sudeste do Brasil, o Encontro Nacional de Reforma Urbana, organizado pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU). O tema escolhido para pautar os dias de discussões é "Desenvolvimento urbano com igualdade social”. A expectativa é que participem cerca de 300 pessoas de movimentos, organizações, sindicatos e universidades.
De acordo com Evaniza Rodrigues, da União Nacional da Moradia Popular, o encontro vai unir "várias lutas pela reforma urbana e pela qualidade de vida na cidade”. Ela explica que a escolha do tema está relacionada aos investimentos aplicados nas cidades, mas que não chegam para a população mais pobre. O tema também leva em consideração o contexto de obras para a Copa do Mundo de 2014.
"Estão sendo realizados vários investimentos nas cidades, mas não há garantias de melhoria de vida para as pessoas mais pobres. Pelo contrário, elas estão sendo expulsas para lugares mais afastados e sofrendo mais exclusão. Nós queremos sim que as cidades cresçam, mas com inclusão”, aponta.
Como parte das atividades, às 14 horas, uma manifestação pelo direito à cidade seguiu pelo centro de São Paulo. A abertura oficial do Encontro aconteceu às 17h. Na sequência, foi realizada conferência seguida de debate, cujo tema escolhido foi ‘Capitalismo, desenvolvimento urbano e desigualdade social: pelo direito à cidade'.
Amanhã, a programação começa com oficinas sobre direito à cidade/negritude, gênero, habitação, meio ambiente, saneamento, conflitos urbanos, mobilidade e assistência técnica. Acontece também a conferência ‘A força das mobilizações sociais na luta pelo direito à cidade', com a Relatora das Nações Unidas pelo Direito à Moradia, Raquel Rolnik e o Relator Nacional Orlando dos Santos Júnior. Também mesmo será lançada a revista "A liderança feminina nas lutas urbanas - Direito e política no caminho das mulheres”.
O sábado será para sistematizar os debates dos dias anteriores e criar a plataforma de ações. Segundo Evaniza, o documento será constituído por propostas para os movimentos, organizações e demais entidades que lutam por condições de vida digna nas cidades e conterá sugestões de políticas públicas que serão entregues para os ministérios a fim de tentar solucionar os problemas urbanos do país.
Problemas estes que, para a ativista, são gerados por um modelo de planejamento equivocado. "Antes se falava que faltava planejamento para as cidades. Hoje o problema é um modelo de planejamento equivocado, que prioriza o lucro do capital imobiliário em detrimento da cidade para todos e todas. Problemas como moradia e saneamento são originados por uma concentração nas áreas mais ricas, onde estão os empregos, onde as casa não alagam, onde há mais segurança”, critica.
Problemas urbanos
Dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad) de 2008 apontam que o Brasil tem um déficit habitacional de 5,5 milhões de moradias. Por região, o problema é pior no Amazonas (Norte), Bahia (Nordeste), São Paulo (Sudeste), Rio Grande do Sul (Sul) e Goiás (Centro-Oeste). Apesar das expectativas criadas pelo Programa Minha casa, Minha Vida, que pretende construir três milhões de moradias até 2014, todos os anos centenas de pessoas ficam desabrigadas na quadra chuvosa. De acordo com Secretaria Nacional de Defesa Civil, de novembro de 2010 a março de 2011, 203 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas no país.
O Brasil precisa hoje de três trilhões para construir 23 milhões de moradias até 2022. Em artigo, a Relatora das Nações Unidas pelo Direito à Moradia, Raquel Rolnik, explica que o problema não é o dinheiro, mas sim a "falta de capacidade do atual modelo de desenvolvimento de gerar áreas urbanizadas com qualidade urbanística e acessíveis para a população mais necessitada”.
Com relação a saneamento, o Atlas de Saneamento 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que entre 2000 e 2008 houve avanços na cobertura dos serviços de esgotamento sanitário, coleta seletiva e abastecimento de água, o que quer dizer que mais municípios estão sendo beneficiados pelos serviços. Apesar disso, ainda existem fortes diferenças regionais. Com relação à coleta seletiva de lixo, o serviço, nos últimos anos, estava concentrado no Sul e Sudeste. O Norte e o Nordeste continuam sendo os menos beneficiados. Em cidades destas regiões, problemas básicos como esgotamento sanitário persistem e não melhoraram tanto quanto nas demais regiões do país.
15.03.12 - Brasil
Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Adital
De acordo com Evaniza Rodrigues, da União Nacional da Moradia Popular, o encontro vai unir "várias lutas pela reforma urbana e pela qualidade de vida na cidade”. Ela explica que a escolha do tema está relacionada aos investimentos aplicados nas cidades, mas que não chegam para a população mais pobre. O tema também leva em consideração o contexto de obras para a Copa do Mundo de 2014.
"Estão sendo realizados vários investimentos nas cidades, mas não há garantias de melhoria de vida para as pessoas mais pobres. Pelo contrário, elas estão sendo expulsas para lugares mais afastados e sofrendo mais exclusão. Nós queremos sim que as cidades cresçam, mas com inclusão”, aponta.
Como parte das atividades, às 14 horas, uma manifestação pelo direito à cidade seguiu pelo centro de São Paulo. A abertura oficial do Encontro aconteceu às 17h. Na sequência, foi realizada conferência seguida de debate, cujo tema escolhido foi ‘Capitalismo, desenvolvimento urbano e desigualdade social: pelo direito à cidade'.
Amanhã, a programação começa com oficinas sobre direito à cidade/negritude, gênero, habitação, meio ambiente, saneamento, conflitos urbanos, mobilidade e assistência técnica. Acontece também a conferência ‘A força das mobilizações sociais na luta pelo direito à cidade', com a Relatora das Nações Unidas pelo Direito à Moradia, Raquel Rolnik e o Relator Nacional Orlando dos Santos Júnior. Também mesmo será lançada a revista "A liderança feminina nas lutas urbanas - Direito e política no caminho das mulheres”.
O sábado será para sistematizar os debates dos dias anteriores e criar a plataforma de ações. Segundo Evaniza, o documento será constituído por propostas para os movimentos, organizações e demais entidades que lutam por condições de vida digna nas cidades e conterá sugestões de políticas públicas que serão entregues para os ministérios a fim de tentar solucionar os problemas urbanos do país.
Problemas estes que, para a ativista, são gerados por um modelo de planejamento equivocado. "Antes se falava que faltava planejamento para as cidades. Hoje o problema é um modelo de planejamento equivocado, que prioriza o lucro do capital imobiliário em detrimento da cidade para todos e todas. Problemas como moradia e saneamento são originados por uma concentração nas áreas mais ricas, onde estão os empregos, onde as casa não alagam, onde há mais segurança”, critica.
Problemas urbanos
Dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad) de 2008 apontam que o Brasil tem um déficit habitacional de 5,5 milhões de moradias. Por região, o problema é pior no Amazonas (Norte), Bahia (Nordeste), São Paulo (Sudeste), Rio Grande do Sul (Sul) e Goiás (Centro-Oeste). Apesar das expectativas criadas pelo Programa Minha casa, Minha Vida, que pretende construir três milhões de moradias até 2014, todos os anos centenas de pessoas ficam desabrigadas na quadra chuvosa. De acordo com Secretaria Nacional de Defesa Civil, de novembro de 2010 a março de 2011, 203 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas no país.
O Brasil precisa hoje de três trilhões para construir 23 milhões de moradias até 2022. Em artigo, a Relatora das Nações Unidas pelo Direito à Moradia, Raquel Rolnik, explica que o problema não é o dinheiro, mas sim a "falta de capacidade do atual modelo de desenvolvimento de gerar áreas urbanizadas com qualidade urbanística e acessíveis para a população mais necessitada”.
Com relação a saneamento, o Atlas de Saneamento 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que entre 2000 e 2008 houve avanços na cobertura dos serviços de esgotamento sanitário, coleta seletiva e abastecimento de água, o que quer dizer que mais municípios estão sendo beneficiados pelos serviços. Apesar disso, ainda existem fortes diferenças regionais. Com relação à coleta seletiva de lixo, o serviço, nos últimos anos, estava concentrado no Sul e Sudeste. O Norte e o Nordeste continuam sendo os menos beneficiados. Em cidades destas regiões, problemas básicos como esgotamento sanitário persistem e não melhoraram tanto quanto nas demais regiões do país.
15.03.12 - Brasil
Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Adital
ACNUR assiste vítimas de explosão em depósitos de armas no Congo, que
BRAZZAVILLE, República do Congo, 12 de março (ACNUR)
Chantal, de 43 anos e mãe de cinco crianças, está desesperada por abrigo. Ela está entre as cerca de 14 mil pessoas com necessidades urgentes de assistência e que ficaram desabrigadas depois que um depósito de armamentos explodiu, no último dia 04 de março na parte oriental da cidade de Brazzaville, capital da República do Congo.
“Eu não tenho sequer um pedaço de plástico para, ao menos, criar alguma sombra,” disse Chantal para uma equipe do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, enquanto via uma família construir um abrigo improvisado de plástico no mercado aberto de Nkombo. “Estou aqui desde segunda-feira, embaixo do sol, sem um lugar para ficar na parte coberta do mercado. Não posso nem cozinhar”, afirma Chantal. “Espero anoitecer e o sol se pôr para que fazer alguma coisa. Mas é muito complicado”.
Após receber um pedido para apoiar o governo, o ACNUR está ajudando as vítimas mais vulneráveis da série de explosões que matou mais de 200 pessoas, de acordo com números oficiais. Os desabrigados estão concentrados no mercado de Nkombo e em outros seis locais. O ACNUR auxiliará na administração desses lugares e fará o registro dos deslocados internos.
“O registro dos deslocados internos é essencial para controlar a situação e providenciar a assistência necessária”, disse Paul Ndaitouroum, representante do ACNUR em Brazzaville. “É extremamente importante identificar as pessoas mais vulneráveis e providenciar suporte a elas”, acrescenta.
Saiba mais em www.acnur.org.br
Chantal, de 43 anos e mãe de cinco crianças, está desesperada por abrigo. Ela está entre as cerca de 14 mil pessoas com necessidades urgentes de assistência e que ficaram desabrigadas depois que um depósito de armamentos explodiu, no último dia 04 de março na parte oriental da cidade de Brazzaville, capital da República do Congo.
“Eu não tenho sequer um pedaço de plástico para, ao menos, criar alguma sombra,” disse Chantal para uma equipe do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, enquanto via uma família construir um abrigo improvisado de plástico no mercado aberto de Nkombo. “Estou aqui desde segunda-feira, embaixo do sol, sem um lugar para ficar na parte coberta do mercado. Não posso nem cozinhar”, afirma Chantal. “Espero anoitecer e o sol se pôr para que fazer alguma coisa. Mas é muito complicado”.
Após receber um pedido para apoiar o governo, o ACNUR está ajudando as vítimas mais vulneráveis da série de explosões que matou mais de 200 pessoas, de acordo com números oficiais. Os desabrigados estão concentrados no mercado de Nkombo e em outros seis locais. O ACNUR auxiliará na administração desses lugares e fará o registro dos deslocados internos.
“O registro dos deslocados internos é essencial para controlar a situação e providenciar a assistência necessária”, disse Paul Ndaitouroum, representante do ACNUR em Brazzaville. “É extremamente importante identificar as pessoas mais vulneráveis e providenciar suporte a elas”, acrescenta.
Saiba mais em www.acnur.org.br
Manaus terá consulado itinerante para haitianos
A CPI do Tráfico Nacional e Internacional de Pessoas teve mais uma reunião em Manaus, no Auditório Belarmino Lins, da Assembléia Legislativa do Amazonas. Presidida pela Senadora Vanessa Grazziotin, a sessão teve a presença de autoridades envolvidas no tema e de aproximadamente 50 haitianos que imigraram para o Amazonas após o trágico terremoto que praticamente destruiu o país em 2010.
Para o Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, um dos convidados do evento, o Brasil se encontra em uma ótima situação econômica, o que provoca o retorno de brasileiros que foram morar em outros países e a entrada de pessoas que vivem em países em crise.
Um outro fator que aumenta a imigração, afirmou Paulo Abrão, é que o Brasil vivencia uma grande exposição internacional, pois sediará grandes eventos como a Rio + 20, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Além disso, o país é visto tradicionalmente como um país receptivo a imigrantes. O secretário ressaltou, entretanto que, com relação aos haitianos, não houve crime de tráfico de pessoas. O caso seria uma questão de direitos humanos.
O crime de tráfico de pessoas, segundo estatísticas dos órgãos competentes, aparece em quarto lugar na mobilização de recursos internacionais. Com características peculiares, esse crime é um dos mais difíceis de ser apurado, segundo autoridades no assunto, como o Superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes.
“Pelo que investigamos, no caso dos haitianos que vieram para o Amazonas não há características de crime de tráfico de pessoas, pois eles realizam uma espécie de consórcio familiar para pagar os custos da vinda deles. Quem vem para o Brasil se compromete em enviar para os familiares recursos oriundos do seu trabalho por aqui” – comentou Fontes, que ainda convidou os haitianos a denunciarem todo caso de extorsão no processo de mudança para o Brasil.
Entretanto, foi inaugurado nesta segunda-feira, em Manaus, o primeiro posto rodoviário do Brasil feito especialmente para recepcionar imigrantes. A capital amazonense também sediará o primeiro Consulado Itinerante do Haiti.
Fonte: www. www.radiovaticana.org
Para o Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, um dos convidados do evento, o Brasil se encontra em uma ótima situação econômica, o que provoca o retorno de brasileiros que foram morar em outros países e a entrada de pessoas que vivem em países em crise.
Um outro fator que aumenta a imigração, afirmou Paulo Abrão, é que o Brasil vivencia uma grande exposição internacional, pois sediará grandes eventos como a Rio + 20, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Além disso, o país é visto tradicionalmente como um país receptivo a imigrantes. O secretário ressaltou, entretanto que, com relação aos haitianos, não houve crime de tráfico de pessoas. O caso seria uma questão de direitos humanos.
O crime de tráfico de pessoas, segundo estatísticas dos órgãos competentes, aparece em quarto lugar na mobilização de recursos internacionais. Com características peculiares, esse crime é um dos mais difíceis de ser apurado, segundo autoridades no assunto, como o Superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Sérgio Fontes.
“Pelo que investigamos, no caso dos haitianos que vieram para o Amazonas não há características de crime de tráfico de pessoas, pois eles realizam uma espécie de consórcio familiar para pagar os custos da vinda deles. Quem vem para o Brasil se compromete em enviar para os familiares recursos oriundos do seu trabalho por aqui” – comentou Fontes, que ainda convidou os haitianos a denunciarem todo caso de extorsão no processo de mudança para o Brasil.
Entretanto, foi inaugurado nesta segunda-feira, em Manaus, o primeiro posto rodoviário do Brasil feito especialmente para recepcionar imigrantes. A capital amazonense também sediará o primeiro Consulado Itinerante do Haiti.
Fonte: www. www.radiovaticana.org
terça-feira, 13 de março de 2012
Haitianos no Brasil. Entrevista especial com Rutemarque Crispim
“A imigração vai continuar fazendo parte da cultura brasileira”, assinala Rutemarque Crispim, pároco de Nossa Senhora das Dores, em Brasileia, no Acre.
A pequena cidade de Brasileia, localizada no Acre, faz divisa com a Bolívia e tem sido o destino inicial de muitos haitianos que migram para o Brasil. Depois de encaminharem a documentação para permanecerem oficialmente no país, eles viajam para outros estados em busca de trabalho e moradia fixa, pois o Acre não tem estrutura para mantê-los durante um longo período. “Lembro que, quando nós começamos a preparar a alimentação deles na cozinha paroquial, ficávamos angustiados porque passávamos um dia inteiro elaborando uma única refeição. Às vezes não tínhamos panelas para cozinhar o feijão. É desumano eles virem para o Brasil e não serem bem acolhidos”, relata Crispim à IHU On-Line, em entrevista concedida por telefone.
Padre Crispim recebe os haitianos desde janeiro de 2011, quando assumiu a Paróquia Nossa Senhora das Dores, e revela que um dos maiores desafios ao trabalhar com imigrantes é compreender as leis para orientá-los. Em sua avaliação, o Brasil continuará recebendo imigrantes nos próximos anos e precisa se preparar para acolhê-los. “Outro grande desafio é nos preocuparmos com o ser humano, porque às vezes somos tentados a ver os haitianos apenas como uma mão de obra barata. Temos de ter clareza de que eles sofreram bastante e de que vêm para o país com uma angústia muito grande, pois deixaram suas famílias no Haiti e precisam enviar dinheiro para elas. A imigração vai continuar fazendo parte da cultura brasileira”, conclui.
Rutemarque Crispim é pároco de Nossa Senhora das Dores, em Brasileia, no Acre.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Desde quando os haitianos estão migrando para o Acre e qual a situação dos que chegam a Brasileia?
Rutemarque Crispim – Nós estamos acolhendo os haitianos que chegam ao Acre desde meados de 2010. Os primeiros imigrantes que chegaram ao país tinham muito medo, pois, antes de virem para o Brasil, foram para países como o Peru, onde não foram bem recebidos. No primeiro contato que tive com eles, na praça de Brasileia, percebi que estavam assustados porque não sabiam o que iria acontecer com eles, especialmente porque não conseguiam se comunicar em função do idioma. Alguns falam inglês, espanhol e francês, e poucos brasileiros conseguiam compreendê-los.
IHU On-Line – Como acontece a passagem dos imigrantes pelas fronteiras da Bolívia e do Peru?
Rutemarque Crispim – Eles tentam migrar pelo Peru, mas como geralmente encontram a ponte fechada pela polícia, entram no Brasil pela rota boliviana, depois pegam um táxi e chegam ao país à noite, de maneira clandestina. Essa situação é bastante difícil, pois até chegarem ao Brasil alguns são assaltados e sofrem violência.
IHU On-Line – Quantos estão em Brasileia neste momento?
Rutemarque Crispim – Atualmente poucos haitianos estão no Acre, pois eles chegam aqui e em seguida encaminham a documentação para permanecerem no país, e migram para outros estados, em busca de trabalho. Hoje, existem menos de 40 haitianos no Acre.
IHU On-Line – Como a população de Brasileia reage diante da chegada dos imigrantes?
Rutemarque Crispim – A onda de imigração já teve várias fases. Como Brasileia faz divisa com a Bolívia, em 2008 a cidade acolheu os bolivianos refugiados políticos que foram expulsos de seu país. Brasileia sempre foi muito solidária no sentido de acolher o estrangeiro.
No entanto, quando os haitianos chegaram, a situação foi um pouco diferente, pois a população tinha medo e receio de serem contaminados por alguma doença, já que havia comentários de que os haitianos tinham cólera, HIV, bactérias. Queira ou não, a cultura brasileira é racista. De todo modo, foi possível acolher os imigrantes e as pessoas foram solidárias. A Igreja pediu ajuda e contribuição para as famílias, que doaram alimentos e roupas. Alguns haitianos chegaram sem nada, pois eram assaltados ao longo do caminho.
A juventude também foi bastante solidária; os jovens conversavam com os haitianos, principalmente aqueles que falam inglês. Eles queriam saber da cultura e dos problemas enfrentados no Haiti.
IHU On-Line – O governo do Acre distribui passagens para que os imigrantes possam ir para outros estados. Como o senhor avalia essa postura? O Acre tem condições de receber e abrigar os imigrantes ou um percentual deles?
Rutemarque Crispim – O Acre não tem estrutura para mantê-los no estado, pois os hospitais e postos de saúde são muito limitados e não há locais para hospedá-los. Lembro que, quando nós começamos a preparar a alimentação deles na cozinha paroquial, ficávamos angustiados, porque passávamos um dia inteiro elaborando uma única refeição. Às vezes não tínhamos panelas para cozinhar o feijão. É desumano eles virem para o Brasil e não serem bem acolhidos. Então, a iniciativa do governo do Acre foi de grande valor para os haitianos e para algumas empresas que não tinham condições de pagar as passagens para seus futuros funcionários. Desde o início deste ano, as empresas que irão empregar os haitianos estão comprando as passagens para eles. Mandá-los para outros estados não é uma opção de repulsa nem de preconceito, mas uma forma de ajudá-los, porque eles querem trabalhar. A maioria deles quer mudar para São Paulo.
IHU On-Line – Como a Igreja tem se posicionado diante destas migrações e como tem atuado junto aos haitianos?
Rutemarque Crispim – Assumi a paróquia no ano passado, no dia 2 de janeiro. Em seguida, recebi aproximadamente 300 haitianos. Eu sabia pouco em relação a refúgio, à documentação. Então, tive que estudar para compreender como deveria agir diante desta onda migratória, porque, às vezes, queremos ajudar, mas podemos fazer algo errado. A Cáritas Diocesana nos ajudou muito, além de Pe. Raimundo, pároco de uma cidade vizinha. Ainda estamos aprendendo a lidar com os imigrantes e refugiados que chegam ao estado.
A estrutura da Igreja é pequena, e ainda não temos a Pastoral da Mobilidade Humana, uma pastoral dos imigrantes; neste mês queremos fundá-la. Como sabemos, haitianos, africanos, quenianos, bolivianos vão continuar entrando no Brasil pela fronteira com a Bolívia, e temos de ter uma estrutura para ajudá-los.
IHU On-Line – Quais são os maiores desafios de atuar junto dos imigrantes?
Rutemarque Crispim – O primeiro desafio é ter compreensão das leis, para saber como proceder com as pessoas que chegam ao Brasil.
Outro grande desafio é nos preocuparmos com o ser humano, porque às vezes somos tentados a ver os haitianos apenas como uma mão de obra barata. Temos de ter clareza de que eles sofreram bastante e de que vêm para o país com uma angustia muito grande, pois deixaram suas famílias no Haiti e precisam enviar dinheiro para elas. A imigração vai continuar fazendo parte da cultura brasileira. O Brasil é formado de imigrantes e continuará sendo. Por isso temos de amadurecer essa ideia de como acolhê-los da melhor maneira possível para crescermos como comunidade.
Fonte: www.ihuonline.unisinos.br
A pequena cidade de Brasileia, localizada no Acre, faz divisa com a Bolívia e tem sido o destino inicial de muitos haitianos que migram para o Brasil. Depois de encaminharem a documentação para permanecerem oficialmente no país, eles viajam para outros estados em busca de trabalho e moradia fixa, pois o Acre não tem estrutura para mantê-los durante um longo período. “Lembro que, quando nós começamos a preparar a alimentação deles na cozinha paroquial, ficávamos angustiados porque passávamos um dia inteiro elaborando uma única refeição. Às vezes não tínhamos panelas para cozinhar o feijão. É desumano eles virem para o Brasil e não serem bem acolhidos”, relata Crispim à IHU On-Line, em entrevista concedida por telefone.
Padre Crispim recebe os haitianos desde janeiro de 2011, quando assumiu a Paróquia Nossa Senhora das Dores, e revela que um dos maiores desafios ao trabalhar com imigrantes é compreender as leis para orientá-los. Em sua avaliação, o Brasil continuará recebendo imigrantes nos próximos anos e precisa se preparar para acolhê-los. “Outro grande desafio é nos preocuparmos com o ser humano, porque às vezes somos tentados a ver os haitianos apenas como uma mão de obra barata. Temos de ter clareza de que eles sofreram bastante e de que vêm para o país com uma angústia muito grande, pois deixaram suas famílias no Haiti e precisam enviar dinheiro para elas. A imigração vai continuar fazendo parte da cultura brasileira”, conclui.
Rutemarque Crispim é pároco de Nossa Senhora das Dores, em Brasileia, no Acre.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Desde quando os haitianos estão migrando para o Acre e qual a situação dos que chegam a Brasileia?
Rutemarque Crispim – Nós estamos acolhendo os haitianos que chegam ao Acre desde meados de 2010. Os primeiros imigrantes que chegaram ao país tinham muito medo, pois, antes de virem para o Brasil, foram para países como o Peru, onde não foram bem recebidos. No primeiro contato que tive com eles, na praça de Brasileia, percebi que estavam assustados porque não sabiam o que iria acontecer com eles, especialmente porque não conseguiam se comunicar em função do idioma. Alguns falam inglês, espanhol e francês, e poucos brasileiros conseguiam compreendê-los.
IHU On-Line – Como acontece a passagem dos imigrantes pelas fronteiras da Bolívia e do Peru?
Rutemarque Crispim – Eles tentam migrar pelo Peru, mas como geralmente encontram a ponte fechada pela polícia, entram no Brasil pela rota boliviana, depois pegam um táxi e chegam ao país à noite, de maneira clandestina. Essa situação é bastante difícil, pois até chegarem ao Brasil alguns são assaltados e sofrem violência.
IHU On-Line – Quantos estão em Brasileia neste momento?
Rutemarque Crispim – Atualmente poucos haitianos estão no Acre, pois eles chegam aqui e em seguida encaminham a documentação para permanecerem no país, e migram para outros estados, em busca de trabalho. Hoje, existem menos de 40 haitianos no Acre.
IHU On-Line – Como a população de Brasileia reage diante da chegada dos imigrantes?
Rutemarque Crispim – A onda de imigração já teve várias fases. Como Brasileia faz divisa com a Bolívia, em 2008 a cidade acolheu os bolivianos refugiados políticos que foram expulsos de seu país. Brasileia sempre foi muito solidária no sentido de acolher o estrangeiro.
No entanto, quando os haitianos chegaram, a situação foi um pouco diferente, pois a população tinha medo e receio de serem contaminados por alguma doença, já que havia comentários de que os haitianos tinham cólera, HIV, bactérias. Queira ou não, a cultura brasileira é racista. De todo modo, foi possível acolher os imigrantes e as pessoas foram solidárias. A Igreja pediu ajuda e contribuição para as famílias, que doaram alimentos e roupas. Alguns haitianos chegaram sem nada, pois eram assaltados ao longo do caminho.
A juventude também foi bastante solidária; os jovens conversavam com os haitianos, principalmente aqueles que falam inglês. Eles queriam saber da cultura e dos problemas enfrentados no Haiti.
IHU On-Line – O governo do Acre distribui passagens para que os imigrantes possam ir para outros estados. Como o senhor avalia essa postura? O Acre tem condições de receber e abrigar os imigrantes ou um percentual deles?
Rutemarque Crispim – O Acre não tem estrutura para mantê-los no estado, pois os hospitais e postos de saúde são muito limitados e não há locais para hospedá-los. Lembro que, quando nós começamos a preparar a alimentação deles na cozinha paroquial, ficávamos angustiados, porque passávamos um dia inteiro elaborando uma única refeição. Às vezes não tínhamos panelas para cozinhar o feijão. É desumano eles virem para o Brasil e não serem bem acolhidos. Então, a iniciativa do governo do Acre foi de grande valor para os haitianos e para algumas empresas que não tinham condições de pagar as passagens para seus futuros funcionários. Desde o início deste ano, as empresas que irão empregar os haitianos estão comprando as passagens para eles. Mandá-los para outros estados não é uma opção de repulsa nem de preconceito, mas uma forma de ajudá-los, porque eles querem trabalhar. A maioria deles quer mudar para São Paulo.
IHU On-Line – Como a Igreja tem se posicionado diante destas migrações e como tem atuado junto aos haitianos?
Rutemarque Crispim – Assumi a paróquia no ano passado, no dia 2 de janeiro. Em seguida, recebi aproximadamente 300 haitianos. Eu sabia pouco em relação a refúgio, à documentação. Então, tive que estudar para compreender como deveria agir diante desta onda migratória, porque, às vezes, queremos ajudar, mas podemos fazer algo errado. A Cáritas Diocesana nos ajudou muito, além de Pe. Raimundo, pároco de uma cidade vizinha. Ainda estamos aprendendo a lidar com os imigrantes e refugiados que chegam ao estado.
A estrutura da Igreja é pequena, e ainda não temos a Pastoral da Mobilidade Humana, uma pastoral dos imigrantes; neste mês queremos fundá-la. Como sabemos, haitianos, africanos, quenianos, bolivianos vão continuar entrando no Brasil pela fronteira com a Bolívia, e temos de ter uma estrutura para ajudá-los.
IHU On-Line – Quais são os maiores desafios de atuar junto dos imigrantes?
Rutemarque Crispim – O primeiro desafio é ter compreensão das leis, para saber como proceder com as pessoas que chegam ao Brasil.
Outro grande desafio é nos preocuparmos com o ser humano, porque às vezes somos tentados a ver os haitianos apenas como uma mão de obra barata. Temos de ter clareza de que eles sofreram bastante e de que vêm para o país com uma angustia muito grande, pois deixaram suas famílias no Haiti e precisam enviar dinheiro para elas. A imigração vai continuar fazendo parte da cultura brasileira. O Brasil é formado de imigrantes e continuará sendo. Por isso temos de amadurecer essa ideia de como acolhê-los da melhor maneira possível para crescermos como comunidade.
Fonte: www.ihuonline.unisinos.br
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