quinta-feira, 9 de junho de 2011
Movimentos pressionam por CPI do trabalho escravo no MA
Em uma audiência pública sobre trabalho escravo, realizada na tarde do dia 31 de maio, na Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, em São Luis, o advogado Antonio Filho, do Centro de Defesa da Vida e Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH) entregou um documento para a deputada estadual Eliziane Gama (PPS-MA) exigindo que seja instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o trabalho escravo no Maranhão. Representando diversas entidades e movimentos sociais, Filho chamou a atuação do Estado no combate ao trabalho escravo de hipócrita. “É muita hipocrisia dizer que o Estado priorizou o fim do trabalho escravo. Existem vários planos que só estão no papel e, dificilmente, é emitida voz de prisão a um fazendeiro”. Nonato Masson, representante da seção maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), apóia a instalação da comissão. “A CPI é justamente para investigar porque o Estado é refém do trabalho escravo, tão lucrativo para o fazendeiro”. Masson afirma que é necessário destrinchar a relação de subserviência do Estado com esses crimes. “É um absurdo verificar que uma das práticas do Estado é negociar com esses fazendeiros, onde muitos ainda alegam que não podem pagar. Não se pode negociar com criminosos, existe todo um aparato legal que os pode julgar”, comenta o advogado. Para instaurar a CPI do trabalho escravo no Maranhão são necessárias, pelo menos, 14 assinaturas dos deputados estaduais. (Fonte: Site MST)
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