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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Assessor de Lula diz estar "chocado" com ataque de Israel a comboio

FÁBIO AMATO - DE BRASÍLIA

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O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, comentou hoje o ataque israelense contra um comboio organizado pela ONG Free Gaza, liderados por uma embarcação turca que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, matando ao menos dez pessoas.

"Estou chocado", disse o assessor de Lula, ressaltando em seguida que não tinha detalhes sobre o caso. "Esses e outros episódios só fazem fortalecer a posição que o Brasil tem defendido que é de buscar soluções pacíficas", acrescentou.

Em visita ao Chile nesta segunda-feira, o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que Israel cometeu um ato de "terrorismo de Estado", demonstrando que "não quer a paz na região" e "violando a lei internacional".

O ministro de Defesa do Irã fez nesta segunda-feira um apelo à comunidade internacional para que cortem todas as relações com Israel após a morte de ativistas que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza a bordo de navios nesta segunda-feira.

"O mínimo que a comunidade internacional deveria fazer com relação ao horrível crime cometido pelo regime sionista é boicotá-lo e cortar todas as relações diplomáticas, econômicas e políticas", disse Ahmad Vahidi, segundo a agência semi-oficial de notícias Irna.

A Rússia também diz considerar que o ataque das tropas israelenses contra a frota pró-palestina que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza constitui uma "grosseira violação do direito internacional", segundo comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira.

Os Estados Unidos lamentaram a ação e indicaram que uma investigação deve apurar os detalhes da ação militar.

Irã

Garcia também disse nesta segunda-feira que os EUA procuraram diversos países para desaconselhar o apoio dessas nações ao acordo firmado por Brasil, Turquia e Irã.

"Houve essa tentativa sistemática [por parte dos EUA] de, de uma certa forma, desaconselhar uma iniciativa de paz que era aquela que nós estávamos patrocinando", disse.

Segundo Garcia, entre os países procurados por autoridades norte-americanas e que informaram o contato ao Brasil estão Rússia e Catar.

Garcia negou que os norte-americanos tenham avisado ao Brasil que continuariam a insistir por sanções contra Irã mesmo que o país persa se comprometesse com as exigências feitas pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelos EUA.

Carta

Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Barack Obama estabeleceu pontos que deveriam constar do acordo entre Brasil, Turquia e Irã para que a comunidade internacional aceitasse o desenvolvimento do programa nuclear iraniano. Todos eles constam do pacto firmado entre os três países há duas semanas.

Garcia admitiu, porém, que a informação de que os EUA tentavam convencer outros países a não apoiar o acordo foi um indício de que eles mudariam de posição e insistiriam nas sanções contra o Irã.

"Nós tivemos alguns indícios disso [mudança de posição dos EUA] porque, por onde o presidente Lula passava, havia informação oficial, por parte de governos locais, de que autoridades do mais alto nível do governo norte-americano tinham tentado desaconselhar qualquer solidariedade com a política que Brasil e Turquia vinham desenvolvendo, o que nos pareceu muito surpreendente."

O assessor insistiu que "na carta que o presidente Obama enviou está claramente definido que seria um passo importantíssimo aquele que os turcos e os brasileiros propusemos e que foi exitosa."

Igrejas de Fronteira querem garantir direito à saúde

Fonte: CNBB

“Queremos assumir, no caminho da pequenez e na comunhão, o compromisso de fortalecer uma ação integrada para garantir o direito à saúde as populações destas três fronteiras”.

Este é o compromisso assumido pelas chamadas Igrejas de Fronteiras, formadas pela Guiana (Inglesa), Venezuela e Brasil, cuja reunião de três dias terminou na quarta-feira, 26, na cidade de Lethem, na Guiana. O compromisso está na “Carta Mensagem” do encontro que reuniu 66 pessoas dos três países.

A assessora da Comissão para a Amazônia, Ir. Maria Irene Lopes, participou do encontro e disse ter ficado impressionada com a pobreza na Guiana e Venezuela, especialmente na área da saúde. “Eles (Guiana e Venezuela) se apóiam muito em Roraima, especialmente na questão da saúde”, disse.

Segundo a Irmã Irene, a migração e a comunicação também são um desafio muito forte na região. “O povo da Guiana só fala inglês. Os que vão a Roraima em busca de tratamento de saúde têm muita de dificuldade de se comunicar por causa da língua”, explica.

Para a Irmã Irene somente a Igreja não consegue resolver os problema e que é preciso um esforço conjunto dos três países para mudar a situação. “Se ficar só com a Igreja, a ação perde força”, disse.

Dom Maurício defende CF sobre migração

Fonte: Pastoral do Migrante- CNBB

Celebrando a Semana do Migrante (de 13 a 20 de junho), que completa 25 anos de atividade, o bispo responsável pela Pastoral da Mobilidade Humana, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Maurício Grotto de Camargo, escreveu uma mensagem às comunidades, paróquias e dioceses, tentando chamar a atenção para a realidade dos que “vão e vem, dos que partem e chegam”.

A Semana do Migrante 2010, de 13 a 20 de junho, está fazendo Jubileu de Prata: 25 anos de heróico esforço para entrar na agenda pastoral das comunidades, paróquias e dioceses; tentando chamar a atenção para a realidade dos que vão e vem, dos que partem e chegam; pesquisando e trabalhando as causas e conseqüências de uma migração muitas vezes cercada de angústias, injustiças e tragédias como acontecem principalmente com as vítimas do tráfico de seres humanos para exploração sexual e trabalho escravo de todo tipo.

A Semana do Migrante retoma o tema da Campanha da Fraternidade de cada ano e procura aplicá-lo (ver-julgar-agir) à realidade vivida pelos migrantes, itinerantes e refugiados. De fato, esta realidade constitui um fenômeno cada vez mais complexo do ponto de vista social, cultural, político, religioso econômico e pastoral. “[...]Milhões de pessoas migram, ou se vêem forçadas a migrar dentro e fora de seus respectivos países. As causas são diversas e estão relacionadas com a situação econômica, as várias formas de violência, a pobreza que afeta as pessoas e a falta de oportunidades para pesquisa e o desenvolvimento profissional.[...] A exploração do trabalho chega, em alguns casos, a gerar condições de verdadeira escravidão. Acontece também um vergonhoso tráfico de pessoas, que inclui a prostituição, inclusive de menores.[...]” (Cf. Documento de Aparecida n. 73).

Ano após ano, a Campanha da Fraternidade tem estado presente na Semana do Migrante. Penso que é chegado o momento do mundo do migrante se fazer presente numa Campanha da Fraternidade. É preciso reconhecer que poucas paróquias e/ou dioceses realizam a Semana do Migrante. Mesmo que todas a promovessem, uma Semana dedicada ao Migrante é muito pouco. É chegada a hora de uma CF inteira, toda voltada para o vasto e complexo mundo da mobilidade humana.

Igrejas de Fronteira querem garantir direito à saúde

Fonte: CNBB

“Queremos assumir, no caminho da pequenez e na comunhão, o compromisso de fortalecer uma ação integrada para garantir o direito à saúde as populações destas três fronteiras”.
Este é o compromisso assumido pelas chamadas Igrejas de Fronteiras, formadas pela Guiana (Inglesa), Venezuela e Brasil, cuja reunião de três dias terminou na quarta-feira, 26, na cidade de Lethem, na Guiana. O compromisso está na “Carta Mensagem” do encontro que reuniu 66 pessoas dos três países.

A assessora da Comissão para a Amazônia, Ir. Maria Irene Lopes, participou do encontro e disse ter ficado impressionada com a pobreza na Guiana e Venezuela, especialmente na área da saúde. “Eles (Guiana e Venezuela) se apóiam muito em Roraima, especialmente na questão da saúde”, disse.

Segundo a Irmã Irene, a migração e a comunicação também são um desafio muito forte na região. “O povo da Guiana só fala inglês. Os que vão a Roraima em busca de tratamento de saúde têm muita de dificuldade de se comunicar por causa da língua”, explica.

Para a Irmã Irene somente a Igreja não consegue resolver os problema e que é preciso um esforço conjunto dos três países para mudar a situação. “Se ficar só com a Igreja, a ação perde força”, disse.

Ataque de Israel - assessor de Lula chocado

Fonte: Folha Online

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, comentou hoje o ataque israelense contra um comboio organizado pela ONG Free Gaza, liderados por uma embarcação turca que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, matando ao menos dez pessoas.

"Estou chocado", disse o assessor de Lula, ressaltando em seguida que não tinha detalhes sobre o caso. "Esses e outros episódios só fazem fortalecer a posição que o Brasil tem defendido que é de buscar soluções pacíficas", acrescentou.

Em visita ao Chile nesta segunda-feira, o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que Israel cometeu um ato de "terrorismo de Estado", demonstrando que "não quer a paz na região" e "violando a lei internacional".

O ministro de Defesa do Irã fez nesta segunda-feira um apelo à comunidade internacional para que cortem todas as relações com Israel após a morte de ativistas que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza a bordo de navios nesta segunda-feira.

"O mínimo que a comunidade internacional deveria fazer com relação ao horrível crime cometido pelo regime sionista é boicotá-lo e cortar todas as relações diplomáticas, econômicas e políticas", disse Ahmad Vahidi, segundo a agência semi-oficial de notícias Irna.

A Rússia também diz considerar que o ataque das tropas israelenses contra a frota pró-palestina que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza constitui uma "grosseira violação do direito internacional", segundo comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira.
Os Estados Unidos lamentaram a ação e indicaram que uma investigação deve apurar os detalhes da ação militar.

Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Barack Obama estabeleceu pontos que deveriam constar do acordo entre Brasil, Turquia e Irã para que a comunidade internacional aceitasse o desenvolvimento do programa nuclear iraniano. Todos eles constam do pacto firmado entre os três países há duas semanas.

Brasileira estava no comboio atacado por Israel

Fonte: Folha OnLine

A cineasta brasileira Iara Lee estava a bordo de um dos barcos atacados na manhã desta segunda-feira por Israel.

Não se sabe se ela está entre as vítimas da ação israelense, que visava impedir que uma flotilha internacional de seis embarcações furasse o bloqueio à faixa de Gaza para entregar suprimento à população do território controlado pelo grupo radical Hamas.

Amigas de Iara enviaram hoje de manhã carta ao chanceler Celso Amorim e ao assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, pedindo que o governo brasileiro tome "as providências cabíveis e necessárias para assegurar a vida e a integridade de Iara Lee".

O Itamaraty ainda não se pronunciou sobre o caso.

O último contato feito por Iara ocorreu na noite de ontem, quando, segundo amigas, ela postou mensagem no site de relacionamentos Facebook anunciando que o barco em que ela estava fora cercado pela Marinha de Israel. A brasileira embarcou na última quinta-feira a partir da Turquia e vinha dando notícias graças a uma conexão internet disponível no barco em que ela estava.

Em carta escrita antes do embarque, Iara justificou a participação na missão a Gaza dizendo que pretendia chamar atenção para o que ela considera "grave abuso de direitos humanos" cometidos por Israel contra a faixa de Gaza.

"Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora Presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza", diz a carta de Iara.

"[...] Eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise", acrescenta o texto.

Além de militar pela paz e pelo diálogo entre culturas, Iara Lee é uma produtora e cineasta de origem coreana radicada nos EUA. Entre suas obras estão os documentários "Synthetic Pleasures" (1995), que trata do impacto da alta tecnologia sobre a cultura de massas, e "Modulations" (1998), considerada uma das obras cinematográficas mais importantes sobre música eletrônica.

sábado, 29 de maio de 2010

Resgatado brasileiro sequestrado na África do Sul Estadão

A Polícia acredita que os supostos criminosos fazem parte de um grupo que atrai empresários de diferentes países para atuarem na costa sul-africana e depois os sequestram e pedem resgates a suas empresas.

Um empresário sul-coreano foi mantido refém no mesmo local e libertado no dia 19 de maio depois de cinco dias preso, com o pagamento de US$70 mil por parte de sua empresa. A explicação para o depósito é de que o valor faria parte de um acordo fechado, segundo o Politics Web.

Com informações obtidas com o sul-coreano, a Polícia passou a monitorar a casa, que foi invadida na manhã desta quinta para resgatar o brasileiro.

O empresário, de 58 anos e cujo nome não foi divulgado, disse que os supostos criminosos ameaçaram matá-lo e que foi torturado com um ferro de passar roupa quente. Ele contou também que se sentiu aliviado quando viu que a Polícia invadiria o local.

O site informou que o brasileiro foi hospitalizado com sérias queimaduras no abdômen, peito e pés. Ele é chefe de uma companhia internacional do setor madeireiro.

O comissário da Polícia sul-africana, general Bheki Cele, se mostrou satisfeito com libertação do brasileiro, e disse que seu país não é um paraíso de criminosos.

"Nós dissemos isso antes e repetimos agora: a África do Sul não é um paraíso de criminosos. (...) Todos os dias reduzimos o espaço para o crime e continuaremos a fazê-lo," afirmou.

Já os supostos sequestradores são provenientes da Nigéria e comparecerão a um juizado na segunda-feira.

Lula defende migrações

Fonte: Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira governantes que buscam respostas para a crise econômica por meio da transferência do ônus para "os mais fracos". Lula participou da abertura do 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Museu de Arte Moderna, na cidade do Rio de Janeiro.

"Incapazes de assumir seus próprios erros, alguns governantes buscam transferir o ônus da crise para os mais fracos. Adotam medidas protecionistas que oneram bens e serviços exportados para países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, se mostram lenientes com os paraísos fiscais e responsabilizam imigrantes pela crise social", disse Lula.

Ao se referir aos imigrantes, um dos temas do fórum, o presidente disse que o Brasil está aberto e solidário para quem vem ao país em busca de "trabalho digno e vida melhor". Ele defendeu também o combate à xenofobia. "A comunidade internacional precisa reagir. Combater as manifestações de xenofobia e de racismo é tarefa inadiável."

Lula também voltou a pedir a reforma das instituições multilaterais internacionais. "A crise financeira que se abateu sobre todos mostrou o quão necessário será contar com organizações multilaterais vigorosas, à altura de um mundo cada vez mais diverso e multipolar.

Mas constatamos grande resistência a mudanças", disse.

Papa aborda mobilidade humana e migrações

Fonte: Rádio Vaticano

“Pastoral da mobilidade humana hoje em dia, no contexto da corresponsabilidade dos Estados e dos Organismos Internacionais” foi o tema da sessão plenária do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, que decorreu nos últimos três dias no Vaticano. Recebendo nesta sexta-feira os respectivos participantes, o Santo Padre congratulou-se com “o esforço de construir um sistema de normas compartilhadas que contemplem os direitos e os deveres do estrangeiro, como também os da comunidade de acolhimento, tendo em conta, antes de mais, da dignidade da pessoa humana, criada por Deus à sua imagem e semelhança”.

Bento XVI aludiu a um conjunto de problemáticas ligadas ao mundo da mobilidade humana, como (citamos) “a entrada ou o afastamento forçado dos estrangeiros, a fruibilidade dos bens da natureza, da cultura e da arte, da ciência e da técnica, que a todos deve ser acessível.

“Os ordenamentos a nível nacional e internacional que promovem o bem comum e o respeito da pessoa encorajam a esperança e os esforços pela consecução de uma ordem social mundial baseada sobre a paz, a fraternidade e a cooperação de todos, não obstante a fase crítica que as instituições internacionais estão a atravessar, empenhadas em resolver as questões cruciais da segurança e do desenvolvimento, em benefício de todos”.

Se é verdade que se assiste ao reemergir de instâncias particularistas em algumas áreas do mundo” – reconheceu Bento XVI, por outro lado não se extinguiu ainda a aspiração, de muitos, de abater os muros que dividem e estabelecer um amplo acordo, mediante disposições legislativas e práticas administrativas que favoreçam integração, mútuo intercâmbio e enriquecimento recíproco.

Quase a concluir, o Santo Padre sublinhou a necessidade de manter sempre a abertura à vida e de assegurar os direitos da família. “É evidente que se devem reafirmar, nos diversos contextos, a abertura à vida e os direitos da família, pois numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho nesse sentido não podem deixar de assumir as dimensões de toda a família humana, isto é, da comunidade dos povos e das nações. O futuro das nossas sociedades apoia-se no encontro entre os povos, no diálogo entre as culturas no respeito das identidade e das legítimas diferenças. Neste contexto, a família mantém o seu papel fundamental”.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Prefeitura de Paterson contra lei do Arizona

Fonte: Brazilian Voice

A moção foi apresentada por Júlio Tavarez, membro do Conselho do 5º Distrito, que recebeu o apoio dos demais membros do Conselho.

Durante uma reunião ordinária realizada no último 12 de maio, foi apresentada uma moção no que diz respeito à posição da Prefeitura de Paterson (NJ) com relação à nova lei de imigração no Arizona. A polêmica legislação concede a polícia local o direito de parar pessoas nas ruas e investigar o status migratório delas.

A moção foi apresentada por Júlio Tavarez, membro do Conselho do 5º Distrito, que recebeu o apoio dos demais membros do Conselho Municipal. Durante o debate, o Conselheiro Anthony Davis comparou a nova lei no Arizona com as normas estabelecidas pelo Apartheid na África do Sul, entre 1948 e 1994.

A nova resolução aprovada pelo Conselho Municipal não somente denuncia a polêmica lei de imigração no Arizona, mas também pedem aos legisladores no estado que revertam sua implementação. Além disso, a moção pede ao Governo Federal a aprovação de uma reforma migratória ampla que proporcione um caminho claro à cidadania e a revisão das políticas atuais com o objetivo de preservação dos direitos humanos e civis da nação.

Prefeitura de Paterson contra lei do Arizona

Fonte: Brazilian Voice

A moção foi apresentada por Júlio Tavarez, membro do Conselho do 5º Distrito, que recebeu o apoio dos demais membros do Conselho.

Durante uma reunião ordinária realizada no último 12 de maio, foi apresentada uma moção no que diz respeito à posição da Prefeitura de Paterson (NJ) com relação à nova lei de imigração no Arizona. A polêmica legislação concede a polícia local o direito de parar pessoas nas ruas e investigar o status migratório delas.

A moção foi apresentada por Júlio Tavarez, membro do Conselho do 5º Distrito, que recebeu o apoio dos demais membros do Conselho Municipal. Durante o debate, o Conselheiro Anthony Davis comparou a nova lei no Arizona com as normas estabelecidas pelo Apartheid na África do Sul, entre 1948 e 1994.

A nova resolução aprovada pelo Conselho Municipal não somente denuncia a polêmica lei de imigração no Arizona, mas também pedem aos legisladores no estado que revertam sua implementação. Além disso, a moção pede ao Governo Federal a aprovação de uma reforma migratória ampla que proporcione um caminho claro à cidadania e a revisão das políticas atuais com o objetivo de preservação dos direitos humanos e civis da nação.

Aprovada audiência para discutir taxa de 2% nas remessas

Fonte: IPC Digital

Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento do deputado Walter Ihoshi para que seja realizada audiência pública com o objetivo de discutir a Proposta de de Lei Complementar do deputado Manoel Junior.

A PLP prevê a criação da alíquota de 2% sobre as remessas em dinheiro dos brasileiros no exterior para um fundo de ajuda a esses mesmos brasileiros em situações emergenciais.

A audiência contará com a presença dos Presidente do Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior (CIATE), Masato Ninomiya, e do diretor do Departamento das Comunidades de brasileiros no Exterior, Eduardo Gradilone.

A data ainda não foi definida.

Visto americano volta a ser de 10 anos

Fonte: Estadão

Brasil e Estados Unidos voltam, a partir de hoje, a emitir vistos com validade de dez anos para viagens de turismo e negócios. As taxas adicionais para obtenção de vistos de negócios, estudante, intercambista e professor visitante serão eliminadas. Entretanto, a partir de 4 de junho, o valor pago para a solicitação de vistos será reajustado - o de turista passa de US$ 131 para US$ 140.

De acordo com o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, os valores passarão a ser escalonados por tipo de visto (veja a tabela ao lado). As taxas adicionais para categorias como trabalhador temporário e jornalista foram mantidas. O custo de agendamento de entrevista continua R$ 38, independente do tipo de visto a ser solicitado.

Para o superintendente institucional da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, a medida é positiva. "Isso ajuda nos negócios.

Tem efeito até psicológico, mas o impacto maior deve ser sentido no turismo", avalia. Segundo ele, a redução do período para cinco anos, imposta em 2003, associada às grandes filas nos consulados, desestimularam as viagens para os Estados Unidos.

Facilidades. Em abril, a Embaixada americana já havia anunciado modificações para simplificar o processo de obtenção de vistos e reduzir o tempo de espera nas filas.

Agora, é preciso preencher apenas um formulário eletrônico, no mínimo dois dias antes da entrevista. O documento é todo escrito em inglês, mas a tradução para português aparece automaticamente na tela quando o solicitante passa o cursor em cima da instrução. Após o preenchimento, deve-se imprimir a página de confirmação que contém o código de barras e levar no dia da entrevista. Também é exigida uma fotografia do candidato enviada eletronicamente.

O Consulado americano em São Paulo não permite a entrada com celulares, pen drives, iPods e similares eletrônicos.

Pagar a diferença. A admnistradora de Marketing Marcela Lin, de 26 anos, planeja a viagem de lua de mel para outubro e comemora a medida.

"Acho justo valer por dez anos porque uma viagem internacional é cara e voltar em cinco anos é difícil."

Ela já pagou as taxas, mas sua entrevista foi agendada para o dia 21.

Por isso, terá de arcar com a diferença de US$ 9 referente à nova tabela. Até 25 de junho, das 7 às 13 horas, haverá um caixa do Citibank dentro do Consulado para receber esses valores em dinheiro.

"Mas vou tentar acertar antes para não ter problema."

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Conheça padres que ajudam migrantes

Fonte: Canção Nova

No mundo, pelo menos 200 milhões de pessoas não moram no próprio país.
São os chamados imigrantes, que por várias razões, buscam melhores condições de vida em terras estrangeiras.

Na terceira reportagem da série "Sacerdotes para Sempre", o repórter Pedro Teixeira mostra o trabalho dos padres scalabrinianos que acolhem imigrantes em várias partes do mundo.

Pasteizinhos e chicha, bebida a base de fubá de milho e amendoim. É o que se serve na festa do povo boliviano à Virgem de Cotoco no dia 8 de dezembro. A imagem foi encontrada dentro de um tronco de árvore por três camponeses em 1799.

Outra devoção boliviana - a Virgem de Urcupinha. É tradição na Bolívia levar para casa um pedaço de pedra como forma de devoção.

A crença popular é de que a pedra tem o simbolismo de um penhor a Nossa Senhora por uma ajuda financeira. Uma pedra é retirada da gruta de Nossa Senhora de Urcupinha e as pessoas, quando querem fazer um empréstimo, batem com o martelo para quebrar um pedaço. Quando a pedra se rompe é tido como um empréstimo de Nossa Senhora.

Descendente de bolivianos, Eva Vidal ajuda a cuidar da capelinha há 14 anos e afirma que já alcançou muitas graças.

Mas nem tudo é festa. Edilsa veio refugiada da Colômbia, deixou para trás dois filhos, ficou a saudade. Talvez a refugiada nem estivesse mais viva, não fosse a ajuda da Igreja Católica.

Os padres Carlistas Scalibrinianos auxiliam no acerto de documentações necessárias para quem deseja ficar ou seguir para outro país. Os missionários também prestam auxílio pastoral.

Estima-se que existam atualmente cerca de 200 milhões de imigrantes em todo o mundo, o equivalente a um país inteiro do tamanho do Brasil.

Mas 20 milhões vivem em completa clandestinidade.

A desvalorização da moeda boliviana frente ao Real fortalece o comércio em Puerto Suarez, última cidade antes da fronteira da Bolívia com o Brasil. Muitos bolivianos migram em busca de trabalho, cada vez mais escasso. Muitas mulheres são envolvidas no tráfico de drogas.

O pedágio dos carros é cobrado de maneira improvisada. Um real que para eles, vale três. O comércio do lado do Brasil também atrai muitos bolivianos. A feira de importados é mantida por eles há décadas. Uma pequena gruta guarda as imagens de Nossa Senhora Aparecida e da Virgen de Urcupinha.

Quem já se estabeleceu sabe da importância do trabalho desses padres.

O que a fronteira separa, o amor ao próximo conforta e une a todos como irmãos e filhos de Nossa Senhora.

Imigrantes entram na Inglaterra em caminhão da F-1

Fonte: Folha de São Paulo

Mesmo sem querer, Bernie Ecclestone acabou ajudando cinco imigrantes a entrarem sem documentos na Inglaterra no final de semana passado. O grupo foi preso depois de viajar desde a França escondido em um caminhão usado pela FOM, a Formula One Management, empresa de Ecclestone, 79, que detém os direitos de comercialização da F-1 em todo o mundo.

Os imigrantes foram encontrados no aeroporto de Biggin Hill, na Inglaterra, pelos motoristas dos caminhões que levavam os equipamentos de TV utilizados no GP de Mônaco, no dia 16.
Depois de encontradas, as cinco pessoas foram levadas pela polícia ao departamento de imigração inglês.

A polícia não deu detalhes sobre os imigrantes, mas acredita-se que eles sejam da Eritreia, no norte da África -estima-se que pelo menos 725 mil imigrantes vivam “ilegalmente” no Reino Unido.

De acordo com a FOM, o grupo subiu no caminhão durante uma parada em Calais, na França, antes de atravessar o canal da Mancha.

Eles estavam escondidos na parte de trás do veículo, que estava trancada, o que, de acordo com a empresa, é um sinal de que eles teriam sido ajudados por alguém.

A FOM afirmou ainda que os caminhões passaram por duas fiscalizações de autoridades na fronteira e os imigrantes não foram encontrados. Nem mesmo um sistema para detectar gás carbônico descobriu os ilegais.

"Viajamos pelo continente há vários anos. E esta é a primeira vez que temos um problema como este", afirmou a FOM em um comunicado.

A polícia não divulgou a identidade dos acusados. Apenas afirmou que o pedido de asilo que eles fizeram está sendo analisado e que eles devem ser processados.

Bernie Ecclestone, chefe da F-1, cuja fortuna está avaliada em aproximadamente R$ 3 bilhões, não se pronunciou ontem sobre o caso.

Guantánamo e imigração críticas da AI aos EUA

Fonte: Guia do Migrante

Os centros de detenção em Guantánamo (Cuba) e Bagram (Afeganistão), a tortura e os maus-tratos em prisões em solo americano, além da prisão de imigrantes, continuaram sendo em 2009 a vergonha dos Estados Unidos em matéria de direitos humanos, como denunciou hoje a Anistia Internacional (AI).

No capítulo dedicado aos EUA, o relatório anual da AI sobre a situação dos direitos humanos no mundo, publicado hoje, denuncia também o sistema de execuções, a discriminação no atendimento médico às mulheres grávidas e pertencentes a comunidades desfavorecidas e o embargo a Cuba.

Um total de 198 suspeitos de terrorismo continuavam reclusos em Guantánamo no fim de 2009, oito anos após a criação do centro de detenção, apesar do compromisso (não cumprido) do presidente Barack Obama de fechá-lo antes de 22 de janeiro 2010, segundo a AI.

A entidade lembra, além disso, que no ano passado começou o processo de revisar todos os casos dos presos de Guantánamo - criado depois dos atentados terroristas de 11 de setembro - com vistas a determinar que detidos poderiam ser postos em liberdade e levados a outros países.

Durante 2009, 49 presos foram transferidos de Guantánamo para outros lugares, segundo a AI, que lembra a morte, em junho, do iemenita Mohammed al-Hanashi, "com o que se elevou a cinco o número de detidos que aparentemente se suicidaram na base". Quanto aos imigrantes, a organização pró-direitos humanos condena que, contra as normas internacionais, "se tenha detido de forma sistemática dezenas de milhares de imigrantes, incluindo os que pediam asilo". Os estrangeiros, continua o texto, foram submetidos a "condições adversas sem acesso adequado a cuidados médicos, físicos ou aconselhamento jurídico." Embora Obama tenha levantado algumas restrições para viajar a Cuba, manteve o embargo de 47 anos, que limita o acesso a remédios, pondo "em perigo a saúde de milhões de pessoas", assinala a AI.

Anistia aponta desrespeito aos direitos humanos no Brasil

Fonte: Terra

As operações policiais em favelas, a propagação das milícias, os conflitos por terras e os abusos contra povos indígenas obscureceram novamente a situação dos direitos humanos no Brasil, segundo a Anistia Internacional (AI).

O seu relatório de 2010 sobre o estado dos direitos humanos no mundo, apresentado hoje em Londres, a AI diz que, no ano passado, houve uso excessivo da força, execuções extrajudiciais e torturas por parte de autoridades. A entidade denuncia ainda "batidas policiais ao estilo militar" em favelas e comunidades pobres.

Os homicídios cometidos pela Polícia, denuncia, seguem sem receber o tratamento adequado, e em 2009 chegaram a 1.048 no Rio de Janeiro e a 543 em São Paulo. O texto lembra que, em favelas como a de Paraisópolis (São Paulo), foram realizadas "operações de saturação" (ocupação ao estilo militar durante semanas), em que, segundo moradores, houve tortura, uso excessivo da força, atos de intimidação, extorsões, roubos e revistas arbitrárias.
A AI recorda ainda que, no ano passado, se propagaram as milícias a ponto de controlarem mais favelas no Rio que os próprios traficantes, além de ameaçar milhares de pessoas e instituições. Quanto aos conflitos sobre terras, a entidade cita os abusos cometidos por policiais e homens armados contratados por fazendeiros para despejar à força trabalhadores sem terra, como ocorreu no Rio Grande do Sul e no Maranhão.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, ligada à Igreja Católica, entre janeiro e novembro de 2009 20 pessoas foram assassinadas em incidentes ligados a essa questão.A situação segue ruim também para os povos indígenas, já que ouve ataques e graves abusos contra os direitos humanos, especialmente das comunidades guaranis kaiouás em Mato Grosso do Sul, onde o Governo estadual e os fazendeiros tentaram bloquear judicialmente a identificação de terras indígenas.

Apesar de alguns avanços na Justiça e de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter decretado a homologação (último passo do processo de demarcação) de nove territórios indígenas em quatro estados, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o decreto presidencial para uma reserva em Mato Grosso do Sul.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Gastos de brasileiros no exterior quase dobram de janeiro a abril

Fonte: Agência Brasil

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o aumento das viagens de brasileiros ao exterior continua sendo impulsionado pelo aumento da renda.

Os gastos de brasileiros em viagens ao exterior somaram US$ 4,569 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, informou hoje (25) o Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, esse resultado foi de US$ 2,687 bilhões.

Já os gastos de estrangeiros no Brasil, de janeiro a abril, ficaram em US$ 2,116 bilhões, contra o volume de US$ 1,810 bilhão registrado no mesmo período de 2009.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o aumento das viagens de brasileiros ao exterior continua sendo impulsionado pelo aumento da renda.

Somente no mês de abril, as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 1,229 bilhão e os gastos de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 461 milhões. Neste mês, até hoje (25), o BC registra as despesas de brasileiros em viagem ao exterior que somam US$ 905 milhões, e os gastos de estrangeiros no país de US$ 323 milhões.

China expressa preocupação por onda de suicídios em fábricas

Fonte: Terra

O governo chinês expressou nesta quarta-feira sua preocupação pela onda de suicídios nas fábricas da empresa taiuanesa Foxconn no país, onde nove jovens empregados se mataram e outros dois tentaram suicídio e fracassaram só em 2010, informou a agência oficial Xinhua.

A Foxconn é um braço do conglomerado industrial taiuanês Hoi Han, especializado em componentes eletrônicos, e fabrica produtos para grande parte das multinacionais tecnológicas, incluindo Sony, Nokia, Dell, Nintendo e Apple (para quem fabrica o iPhone, o iPad e o iPod, entre outros aparelhos).

Cerca de 800 mil empregados trabalham para a Foxconn na China, dos quais 400 mil estão em Shenzhen, cidade onde aconteceram os suicídios e tentativas frustradas.

Fórum Aliança das Civilizações nesta sexta

Fonte: ONU

De acordo com as autoridades brasileiras, o 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações deverá reunir pelo menos oito chefes de governo e 50 ministros das Relações Exteriores de vários países, além do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.
Confirmaram participação no fórum os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Argentina, Cristina Kirchner, da Bolívia, Evo Morales, de Cabo Verde, Pedro Pires, e do Senegal, Abdoulaye Wade, e os primeiros-ministros da Espanha, José Luis Zapatero, da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e de Portugal, José Sócrates. O primeiro-ministro da Grécia, cuja presença chegou a ser anunciada, não participará do evento.

A ideia de criar a Aliança de Civilizações partiu do primeiro-ministro espanhol, logo após os atentados terroristas que atingiram o metrô de Madri, em 2004. Depois de criada pelas Nações Unidas em 2005, a Aliança já teve dois fóruns, o primeiro em Madri, em 2008, e o segundo em Istambul, na Turquia, no ano passado.

De acordo com o representante das Nações Unidas para a Aliança, o ex-presidente português Jorge Sampaio, a proposta foi trazer o fórum para o Brasil porque o país pode dar um exemplo de diálogo para o mundo.

“O Brasil tem uma diversidade cultural e uma experiência de dificuldades e êxitos que podem ser partilhados para os outros. O Brasil é um porta-estandarte da diversidade”, afirmou Sampaio, citado pela Agência Brasil.