sexta-feira, 10 de junho de 2011

Presidente eleito do Peru visita Dilma e diz que Brasil é parceiro estratégico

O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, visitou ontem a presidente Dilma Rousseff e atribuiu ao Brasil a condição de parceiro estratégico. Segundo Humala, o Brasil tem um "modelo exitoso", que combina crescimento econômico e desenvolvimento social. Ele reconheceu que a realidade peruana é diferente da brasileira, mas disse que os dois países são semelhantes em muitas coisas, "sobretudo na prudência macroeconômica e na questão fiscal".

A reportagem é de Paulo de Tarso Lyra e publicada pelo jornal Valor, 10-06-2010.

A declaração de Humala tem como objetivo acalmar os mercados peruanos. Depois da confirmação de sua vitória, a Bolsa de Valores de Lima apresentou uma queda de 12,45%. Humala tomará posse no dia 28 de julho e Dilma confirmou a presença na solenidade.

As reações negativas do mercado devem-se ao fato de Humala ser considerado mais um candidato da esquerda radical a ser eleito na América do Sul. Na segunda-feira, durante visita oficial do presidente da Venezuela Hugo Chávez ao Brasil, a eleição de Humala foi saudada efusivamente.

"Como diria meu amigo Rafael Correa [presidente do Equador], não estamos vivendo uma época de mudanças, mas uma mudança de épocas", afirmou o presidente venezuelano. A exemplo de Chávez, Humala também é militar da reserva.

Humala derrotou no segundo turno Keiko Fujimori, recebendo pouco mais de 50% dos votos válidos. O pai de Keiko, o ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, está preso em Lima acusado de violação aos direitos humanos.

Apesar disso, Humala reconhece que a abertura da economia peruana aconteceu no governo de Fujimori, e consolidou-se com seu antecessor, Alan Garcia. Nos últimos cinco anos, o PIB cresceu a taxas de 7% ao ano e a pobreza caiu de 45% para 31 % da população.

No encontro de ontem com a presidente Dilma - Humala terá uma audiência hoje com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo - o presidente eleito do Peru disse que o país tem ligações fortes com Chile, Bolívia e Equador, mas precisa fortalecer as relações com o Brasil. "Essa é a nossa fronteira menos desenvolvida. O Brasil é um país muito importante no contexto mundial", afirmou Humala.

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=44165

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