quarta-feira, 8 de julho de 2009

Para movimentos sociais, reforma agrária pode combater o trabalho escravo

Entidades e movimentos sociais não acreditam no compromisso da erradicação do trabalho escravo até 2015. O compromisso foi firmado pelo presidente Lula com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), neste mês, em Genebra. Para eles, a reforma agrária seria o meio mais eficaz para combater o trabalho escravo em todas as regiões do Brasil.

A coordenadora da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Maria Luiza Mendonça, apóia iniciativas como a do Grupo Móvel de Fiscalização do trabalho escravo, que tenta combater a escravidão. Ela ainda aponta que somente este tipo de medida não resolve o problema. “Não há medidas concretas por parte do governo Lula nessa direção [de erradicação]. Além da falta de apoio ao grupo móvel, das dificuldades dos agentes [fiscais] em conseguir recursos para o seu trabalho, o governo não fez a reforma agrária. Essa seria uma forma estrutural de combate ao latifúndio, que é o principal responsável pelo trabalho escravo no Brasil.”

Desde 2003, o Grupo Móvel retirou mais de 28 mil trabalhadores de condições semelhantes à escravidão em todo país. A maioria estava envolvida com as atividades de pecuária, extração de madeira ilegal, exploração de carvão e agricultura, principalmente nas culturas de cana-de-açúcar para a produção de etanol.
De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.

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